No início do mês de fevereiro dei um pulo em Barcelona, Espanha. Não tive condições e nem era prioridade ir escalar, então acabei não indo nem no Montjuic ver o "muro" de escalada que tem lá. Mas dei uma passada em algumas lojas de material esportivo.
A primeira parada foi na The North Face que como esperado tinha tudo muito caro. Alguns tênis estavam em promoção e quase comprei um esportivo com Gore-tex por 52 euros, mas o tamanho disponível era um número menor do que eu calço (para ter uma idéia em Chania tênis de qualquer marca não sai por menos de 80 euros - em promoção).
Em termos de loja a prioridade era ir na BALMAT ver se encontrava um capacete para o Kostas. Não encontrei, não tinha a cor que ele queria. A BALMAT é uma loja legal, na verdade três lojas, mas os preços são altos e a variedade é bem limitada. Explicando melhor, há uma variedade grande de produtos (roupas, material para esqui, chapeleta, cordelete, corda), mas poucos modelos/marcas de cada. Por exemplo, havia apenas três tipos diferentes de costura. A maioria dos produtos estavam com preços relativamente altos, pelo menos mais altos do que vi na Aux-vieux-campeur em Paris e na Barrabes online. Aproveitei para comprar um pote de magnésio que ainda é muito mais barato do que aqui na Grécia (e não compensa o frete de uma loja online apenas para um pote de magnésio). Uma das lojas deles é outlet e tinha alguma coisa de vestuário com bons preços, mas nada que eu estivesse precisando.
Além da BALMAT fui na Decathlon que tem uma loja grande em Barcelona, mas muito bagunçada comparada com a de Paris. Não tinha praticamente nada de escalada e os preços promocionais baixíssimos de fim de estação nas demais lojas da cidade não estavam presentes nesta loja. Ainda assim a Ana aproveitou e levou um fleece bem barato.
Em Barcelona tem também várias lojas de departamentos da rede El Corte Inglés e visitei duas delas com a Anamaria. Uma delas tinha um seção esportiva com uma quantidade limitade de roupas de inverno e calçadas e uma pequena seção de equipamentos de escalada. Os preços eram de mercado, mas com algumas promoções boas. Mesmo com boas promoções, vestuário deste tipo ainda ficam caros e não levei nada.
Pequenos comentários sobre minhas pequenas aventuras na ilha de Creta e, quem sabe, em outros lugares.
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
domingo, 12 de abril de 2009
Aux Vieux Campeur e Decathlon
Como o dia já estava meio perdido o planejamento não podia ser melhor. Sair da Bastille e ir caminhando até o Quartier Latin, onde estão espalhadas as 26 lojas Aux Vieux Campeur. Esta parece ser a única loja de equipamentos de aventura e esportes de inverno de Paris dada as dimensões da empresa. Na rua passei por outra loja e tinha o endereço da La Maison du Grimpeur, mas nenhuma das duas oferecia a variedade de produtos e os preços da Aux Vieux Campeur.
Cada uma das 26 lojas é especializada em algum tema, uma para mochilas, outra para escalada, outra para livros, outra para óculos e etc., e um mapinha disponível nas lojas indica cada uma delas no bairro (ver foto do mapa - em Francês). Entrei em diversas delas e tenho que dizer que o atendimento em geral deixa a desejar, os vendedores parecem entender do assunto mas não entendem nada de vendas. É difícil identificar quem é vendedor, o caixa é demorado, e a atenção ao cliente é meio dispersa e desinteressada na maior parte do tempo.
Mas a variedade de produtos é impressionante (deixou a desejar em mochilas de pequeno porte e cantis flexíveis). Tirei fotos experimentando a sapatilha e é possível ver as prateleiras com dezenas de modelos diferentes e possivelmente todas as numerações. Os preços são bons quando comparados com Brasil e Grécia, mas certamente ainda perdem feio para os EUA. Vi que em algumas lojas eles cobrem o preço do concorrente se o preço estiver mais baixo, mas não tenho certeza que seja em todas.
Outra coisa que chamou a atenção é que eles vendem como água. No pouco tempo que fiquei na loja de escalada para comprar uma sapatilha, pelo menos meia dúzia de pessoas experimentou sapatilhas. Enquanto pegava dois friends para o Kostas (ao lado do caixa) e esperava para pagar, um intervalo de 15 minutos, várias pessoas compraram sapatilhas, corda, costuras e diversos outros equipamentos.
No último dia antes do retorno rodamos Paris e aproveitamos para ir na loja da Decathlon que descobrimos onde era por coincidência quando fomos visitar a Biblioteca Nacional. Parece um galpãozão com produtos espalhados organizadamente. Os funcionários parecem não estar a disposição dos clientes, executando outras tarefas, mas são prestativos e interrompem o que estão fazendo imediatamente para atender uma solicitação de ajuda. A loja vende produtos de diversas marcas, mas principalmente a marca deles, Quechua. No Brasil não é raro ver as pessoas criticando produtos Quechua, mas em geral acho um exagero (mania de falar mal) e aproveitei para comprar algumas coisas deles (com o dinheiro que consegui de devolução do albergue lixo onde ficamos), de boa qualidade e com preço bem mais em conta do que coisas de "marca". Só para comentar, a melhor barraca iglu que tive foi uma Decathlon (acho que eles ainda não usavam a marca Quechua) para duas pessoas. E a pior que tive foi uma Ferrino que é uma marca bem mais conceituada.
É isso aí, só quis deixar minhas impressões sobre as lojas, que vendem como água, algo que não temos em Florianópolis e acho que nem em outro lugar no Brasil. Uma pena que não fotografei mais as lojas.
Link para o álbum desta publicação: Aux Vieux Campeur e Decathlon
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