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segunda-feira, 20 de julho de 2009

King Lines

O calor de 35 graus Celsius nesta tarde de domingo impedia de fazer qualquer coisa que exigisse o mínimo de esforço físico. Enquanto o sol não baixava para ir para a praia assisti ao King Lines, também da Sender films, lançado cerca de um ano antes do filme que comentei na publicação anterior.

Vendo este filme, percebe-se que o The Sharp End é uma versão melhorada em termos de produção, abordando outro tópico. O King Lines é basicamente sobre o Chris Sharma e mostra um pouco como que ele elevou o nível de dificuldade da escalada mundial e a busca dele por rotas cada vez mais difíceis e bonitas, a busca pela linha perfeita.

Achei este filme um pouco mais monótono que o outro, mas como também tem uma hora de duração, é de bom tamanho. De maneira geral parece que exceto por Palma de Mallorca, todos os lugares em que eles passaram ficou faltando algo. Achei tudo meio desconexo. Foi muito legal ver ele escalando com o instrutor da academia onde ele escalou pela primeira vez. A escalada em boulder foi bem sem graça, mas foi legal para ver que ele sente medo e tem suas preocupações. As filmagens em Palma de Mallorca ficaram um pouco extensas, achei cansativas, e a passagem pela Grécia pouco relevante. Basicamente não acharam nada muito legal, mas mesmo assim mantiveram no filme.

Em termos de imagens o filme é inferior ao The Sharp End, mas ainda assim oferece muitas cenas bonitas. As filmagens na Venezuela foram muito legais, mas em termos de escalada ficou fraco. Achei uma pena que a maioria dos escaladores ficaram de escanteio, como o Dave Graham por exemplo, centrando apenas no Chris Sharma.

Apesar de o filme se enquandrar bem em um dos meus preconceitos com filmes de escalada, ficar mostrando só escalada difícil, esse era o tema do filme e a abordagem não ficou pedante. O Chris Sharma parece um cara sério, quando comparado a outros figuras que aparecem em outros filmes de escalada. Esse aspecto profissional dele e o papel dele no filme deixam este filme mais atraente do que os demais filmes de escalada do gênero dificuldade.

sábado, 18 de julho de 2009

The sharp end

Em geral acho filmes de escalada entediantes e não figuram entre os meus estilos preferidos de filme para se assistir. Principalmente quando ficam mostrando aqueles estereótipos de escalador malucão, ou querendo mostrar o lado filosófico da escalada, ou valorizando a escalada de dificuldade (no estilo rockeiro que fica vibrando com a movimentação dos dedos do guitarrista).

Assisti há pouco o filme The sharp end da Sender films e a história não foi muito diferente. Tenho que reconhecer que com apenas uma hora de duração o filme passou voando e gostei de tê-lo assistido, embora esta "busca" pelo sharp end que eles focam no filme se enquadra dentro da minha classificação de "mostrar o lado filosófico da escalada" e também da "valorização da escalada de dificuldade". Por outro lado a maneira como apresentaram foi interessante e pelo menos evitaram bastante estas figuras sem graça do mundo da escalada.

As imagens do filme são espetaculares e só isso já faz valer a pena assistí-lo. São imagens da natureza em vários lugares nos Estados Unidos, no Hymalaia, e na Europa que dispensam a presença de escaladores. Não entendo muito de filmes, mas a produção como um todo ficou muito boa.

Eles tentam mostrar a busca pelo Sharp end em várias modalidades e isso foi legal. Achei que a cobertura sobre high balls ficou fraquinha. A escalada em big wall também foi sem graça e acho que a única que mostrou um destes bobalhões que gostam de fazer graça em frente às câmeras e é totalmente dispensável. Mesmo as imagens de Yosemite não chamaram a atenção. E por fim, base jump e modalidades relacionadas ficaram para a parte final do filme e tive a sensação de que queriam mostrar isto como o ápice, mas como o tema não me interessa achei dispensável também. Numa das cenas me parece que o Dean Potter fez de conta que caiu para os caras filmarem a queda.

O ponto alto do filme são as imagens em Adrspach, na fronteira da República Tcheca com a Alemanha. Foi também nesta parte do filme que a escalada foi mais interessante. Provavelmente porque é um lugar que já ouvir falar várias vezes e que foge um pouco do padrão de escalada que estamos acostumados.

domingo, 23 de novembro de 2008

Sessão Cinema

Entre uma chuva e outra até daria para ter escalado um pouco nestes três dias de feriadão, mas fui pego de surpresa por uma gripe. Sem poder sair da casa, resolvi terminar de ver o último dos quatro filmes que o Cristiano, gentilmente, me enviou pela Anamaria.

O primeiro deles foi sobre a escalada da Esfinge na Cordillera Blanca no Peru pelo Marius. Apesar de mostrar pouco a(s) escalada(s), o filme é legal e tem um bom equilíbrio entre cenas que interessariam mais a montanhistas e cenas que interessariam mais a um público geral. Muito legal ver a sensibilidade de mostrar também imagens do povo peruano, do mercado público e da cidade. Vale a pena assistir.

O segundo filme foi o Cariocando, que fala um pouco da escalada no Rio de Janeiro. Já tinha visto, mas vi de novo e achei o filme chato as duas vezes que vi. Inegável que as escaladas do Rio de Janeiro são demais. O filme tem um formato meio de documentário mostrando como evoluiu a escalada no Rio de Janeiro com entrevista de alguns ícones da escalada carioca. Triste foi ter que ouvir o Pita dizendo que no Rio é só pegar a bicicleta e em 15 minutos se chega na Urca e que em nenhum lugar do mundo acontece algo assim. Nem vou comentar.... Assistir não vai matar ninguém e vale a pena, mas me surpreende o sucesso que este filme fez.

O filme seguinte foi o Ritmo Latino. Possivelmente o filme de escalada mais chato que já vi na minha vida. Um grupo de escaladores metidos a engraçados fazendo um flime sem graça na montanha. A música é chata também. A única coisa que vale no filme são algumas imagens do Cerro Torre, sempre imperdíveis e muita bem feitas. Minha sugestão é assitir com o mute ativado e usar de vez em quando o fast forward. O final é perdível, quero dizer, a hora que começar o entra e sai do iglu, pode parar de ver.

Finalmente o mais esperado e último filme é o Terra de Gigantes, sobre a escalada do Mariuzinho na via de mesmo nome, a via mais difícil do Brasil (A4) e pela primeira vez repetida por uma equipe que não contava com nenhum dos conquistadores. Nunca vi este filme por inteiro, só algumas partes em eventos de escalada da ACEM onde cedo ou tarde me interrompiam. O filme parece legal, mas não posso comentar, pois o DVD não funcionou...