Calma, calma, o Kostas não aprontou nenhuma desta vez. Estou apenas usando um título sensacionalista para tentar atrair as massas para o meu blog.
O inverno chegou e veio para ficar e com ele, ao que parece, as chuvas que tendem a predominar nesta época do ano. Desde a escalada com Michalis, há pouco mais de um mês atrás que não chovia num final de semana. Esta sábado começou chuvoso e assim deveria ser todo o final de semana. Já estava certo que não escalaria este final de semana.
O Kostas está numa fissura, algo doentio. Uma brecha no tempo por volto do meio dia foi o suficiente para ele começar a recrutar parceiros. Tinha certeza que voltaria chover logo, mas mesmo assim fui. Cheguei lá e estavam ele e a Elise. Ela estava escalando a Sikiá (Vsup) em top-rope com botas de montanhismo (sim, destas secas que recebem crampon) e não entendi o propósito. Perguntei se ela ia escalar alguma via mista na França durante o final do ano (ela é Francesa e vai passar as festas em casa) e disse que não. O resultado de tudo é que ela encheu a Sikiá de lama e não me restou outro alternativa senão escalar a Pedevousin Tékna (VIsup) também em top-rope. Foi a única via que escalei e o resto de tempo fiquei debaixo da minha capa e chuva assistindo ou dando segurança.
O Vassílis logo chegou e não muito tempo depois um amigo dele com o filho, o Níkos, de 4 ou 5 anos. Apesar da chuva voltar de tempos em tempos eles continuaram escalando. As cordas ficaram encharcadas e Níkos pisava nelas como se fosse um capacho. Graças a Deus não usei minha corda neste dia. Este é o verdadeiro desastre que esconde o título e não sei se seria apropriado continuar usando aa cordaa deles depois de o Níkos ficar patinando nelas por tanto tempo.
A gafe do dia foi não ter levado a câmera fotográfica. A Elise foi guiar a Save it (VIsup) que estava meio húmida e se embananou no crux. A queda dela estava anunciada e teria dado tempo de sobra para filmar se tivesse a câmera comigo. Não tinha, mas foi uma bela queda direto em cima da figueira. Ninguém se machucou.
Fomos embora com o anoitecer para em seguida nos revermos numa palestra do clube de montanha onde também foram entregues os certificados do curso de montanha. A palestra foi boa, mas muito longo. Amanhã ou depois eu conto!
Pequenos comentários sobre minhas pequenas aventuras na ilha de Creta e, quem sabe, em outros lugares.
domingo, 6 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Olha a neve
De terça para quarta desta semana o tempo fechou de novo e a temperatura caiu vários graus aqui embaixo. Lá em cima nevou. Quarta-feira de manhã peguei uma das poucas ou talvez a única brecha no tempo e pude ver com que cor estão as montanhas que até um dia antes estavam marrons. Estava na universidade quando fiz a foto.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Monte cheio
Este sábado o Monte Várdia encheu. Estiveram lá o Kostas, o Vassílis, o Yorgos (agrônomo), eu, a Vassoúla, a Elise, a Marianna, o Vangélis e dois alunos dele.
Desde que estou na Grécia foi uma das poucas vezes que eu escalei forte. Comecei mal guiando a Sikiá (Vsup), inclusive segurei na árvore no crux. Sem muito descanso entre em seguida em top-rope na Pedevousin Tékna (VIsup) e me saí médio. A verdade é que só não guia estava via de preguiça (ou porque sou cagão, hehe). Como os outros se rolaram um pouco para escalar acabei escalando ela de novo. Com os movimentos frescos na memória e bem aquecido fiz a via brincando. Neste meio tempo chegaram a Vassoúla, a Marianna e a Elise e por uma razão pouco compreendida o Kostas ficou meio abobadão. Perguntei para o Yorgos o que estava acontecendo e ele disse que chegaram umas meninas, hehe. Enquanto refazia a Pedevousin Tékna, O Kostas escalou a Stenés Epafés (VIIa) e depois vi a Elise escalando a mesma via de um jeito muito semelhante ao meu. Foi bom para reaviviar a memória antes da minha tentativa. Todos fizemos em top-rop, o Kostas com várias quedas e eu e a Elise cada um com uma, num ponto em que não teríamos uma queda propriamente dita, indicado que não há mais desculpas para não guiar. Depois disso escalei em top-rope a Save it (VIsup).
Pode parecer esquisito eu disser que escalei forte se praticamente só escalei em top-rope, mas é que desta vez, exceto pela Sikiá, escalei só vias que estão no meu atual limite. Além disso tentei de novo, em top-rope a Agelastos Petra (VIIb) que é meu novo xodó no Monte Várdia. Surpreendentemente fiz o início com muita facilidade e só caí na entrada do crux. Gastei muita energia na Stenés Epafés e não consegui segurar as agarras na Stenés Epafés. Tentei duas vezes mais, mas a mão simplesmente não fechava mais. Fiquei por aqui e deixei de escalar no outro dia para dar um descanso para o corpo.
Fiz várias fotos neste dia!
Sábado tem entrega do diploma do curso de introdução ao montanhismo que fiz no ano passado. Parece piada mas não é. Vem o camarada da associação Hellênica para fazer a entrega e dar uma palestra. Depois conto como foi.
Link para o álbum desta publicação: Monte cheio
Desde que estou na Grécia foi uma das poucas vezes que eu escalei forte. Comecei mal guiando a Sikiá (Vsup), inclusive segurei na árvore no crux. Sem muito descanso entre em seguida em top-rope na Pedevousin Tékna (VIsup) e me saí médio. A verdade é que só não guia estava via de preguiça (ou porque sou cagão, hehe). Como os outros se rolaram um pouco para escalar acabei escalando ela de novo. Com os movimentos frescos na memória e bem aquecido fiz a via brincando. Neste meio tempo chegaram a Vassoúla, a Marianna e a Elise e por uma razão pouco compreendida o Kostas ficou meio abobadão. Perguntei para o Yorgos o que estava acontecendo e ele disse que chegaram umas meninas, hehe. Enquanto refazia a Pedevousin Tékna, O Kostas escalou a Stenés Epafés (VIIa) e depois vi a Elise escalando a mesma via de um jeito muito semelhante ao meu. Foi bom para reaviviar a memória antes da minha tentativa. Todos fizemos em top-rop, o Kostas com várias quedas e eu e a Elise cada um com uma, num ponto em que não teríamos uma queda propriamente dita, indicado que não há mais desculpas para não guiar. Depois disso escalei em top-rope a Save it (VIsup).
Pode parecer esquisito eu disser que escalei forte se praticamente só escalei em top-rope, mas é que desta vez, exceto pela Sikiá, escalei só vias que estão no meu atual limite. Além disso tentei de novo, em top-rope a Agelastos Petra (VIIb) que é meu novo xodó no Monte Várdia. Surpreendentemente fiz o início com muita facilidade e só caí na entrada do crux. Gastei muita energia na Stenés Epafés e não consegui segurar as agarras na Stenés Epafés. Tentei duas vezes mais, mas a mão simplesmente não fechava mais. Fiquei por aqui e deixei de escalar no outro dia para dar um descanso para o corpo.
Fiz várias fotos neste dia!
Sábado tem entrega do diploma do curso de introdução ao montanhismo que fiz no ano passado. Parece piada mas não é. Vem o camarada da associação Hellênica para fazer a entrega e dar uma palestra. Depois conto como foi.
Link para o álbum desta publicação: Monte cheio
domingo, 29 de novembro de 2009
Sempre o Monte
Final de semana passado, no sábado, escalei no Monte Várdia com o Vassílis e o Kostas. Primeiro com um e depois com o outro. O Vassílis eu conhecei faz uns três meses em Thérisso e desde então ele não escalava. Ele é formado num curso técnico na área de saúde, algo como técnico em enfermagem, e trabalha para o governo como motorista de ambulância. Faz vários anos que ele é praticante de canyoning e espeleologia, além de caminhas nas áreas montanhosas. Há cerca de dois anos ele começou a escalar. Não o faz com muita frequência, mas tem uma naturalidade impressionante para se locomover na pedra.
Como chegamos antes do Kostas e o Vassílis estava há algum tempo sem escalar, fiquei no comando e pude escolher as vias que queria(mos) escalar. Começamos pela Louki Look (Vsup) e pusemos um top-rope na Mikrá mistiká (VIIa). Contra suas próprias expectativas o Vassílis conseguiu escalar ainda que com algumas quedas a Mikrá Mistiká. Também consegui, mas ainda não me sinto a vontade para guiar. A linha da via em certo ponto exige uma ida para a direita. Desta vez resolvi ir um pouco mais alto antes de ir para a direita e deu um ganho.
Depois que removeram a cerca que atrapalhava a escalada da via 25, descobri que esta é uma das vias mais legais do setor. Ela tem um começo difícil e depois segue em agarrões que em pouca quantidade ainda exigem um pouco de esforço técnico. Assim, fui guiar a Areti (VIsup). Foi razoável e cai mas não cai na primeira chapeleta. Deixei um top-rope por garantia e botei uma pilha para o Vassílis guiar com a outra ponta. Ele não conseguiu e limpou a via pela Armonia (V) com o top que eu tinha deixado.
Neste meio tempo o Vassílis já tinha que ir embora e o Kostas já tinha chegado. O Kostas criou um fissura ou apego pela via 46, a Pedevousin Tékna (VIsup?) e apesar de já ter guiado algumas vezes, sempre quer escala-la. Para aquecer ele fez primeiro a Sikiá (Vsup). Depois de escalar a Pedevousin Tékna ele levou o top para a Stenes Epafes (VIIa) e fez uma gambiarra que resolvi guiar a Sikiá para limpar a sujeira. Nem lembro se escalei a Pedevousin Tékna, mas acho que sim. Já estava bem cansado mas encarei em top a Stenés Epafés e passei com trabalho pelo crux, não sem cair, mas não consegui terminar. O Kostas ainda foi guiar a Save It (VIsup) e não lembro se escalei ou não.
Sem fotos este final de semana.
Como chegamos antes do Kostas e o Vassílis estava há algum tempo sem escalar, fiquei no comando e pude escolher as vias que queria(mos) escalar. Começamos pela Louki Look (Vsup) e pusemos um top-rope na Mikrá mistiká (VIIa). Contra suas próprias expectativas o Vassílis conseguiu escalar ainda que com algumas quedas a Mikrá Mistiká. Também consegui, mas ainda não me sinto a vontade para guiar. A linha da via em certo ponto exige uma ida para a direita. Desta vez resolvi ir um pouco mais alto antes de ir para a direita e deu um ganho.
Depois que removeram a cerca que atrapalhava a escalada da via 25, descobri que esta é uma das vias mais legais do setor. Ela tem um começo difícil e depois segue em agarrões que em pouca quantidade ainda exigem um pouco de esforço técnico. Assim, fui guiar a Areti (VIsup). Foi razoável e cai mas não cai na primeira chapeleta. Deixei um top-rope por garantia e botei uma pilha para o Vassílis guiar com a outra ponta. Ele não conseguiu e limpou a via pela Armonia (V) com o top que eu tinha deixado.
Neste meio tempo o Vassílis já tinha que ir embora e o Kostas já tinha chegado. O Kostas criou um fissura ou apego pela via 46, a Pedevousin Tékna (VIsup?) e apesar de já ter guiado algumas vezes, sempre quer escala-la. Para aquecer ele fez primeiro a Sikiá (Vsup). Depois de escalar a Pedevousin Tékna ele levou o top para a Stenes Epafes (VIIa) e fez uma gambiarra que resolvi guiar a Sikiá para limpar a sujeira. Nem lembro se escalei a Pedevousin Tékna, mas acho que sim. Já estava bem cansado mas encarei em top a Stenés Epafés e passei com trabalho pelo crux, não sem cair, mas não consegui terminar. O Kostas ainda foi guiar a Save It (VIsup) e não lembro se escalei ou não.
Sem fotos este final de semana.
domingo, 15 de novembro de 2009
Guerra no Monte
*Até onde me lembro, por definição, as cavernas tem até 30 metros de profundidade, e a partir disto são chamadas grutas. Isto me faz lembrar que a publicação anterior chamada Caverna Szemlohegyi deveria na verdade se chamar Gruta Szemlohegyi.
domingo, 8 de novembro de 2009
Um novo sistema!
Depois que voltei de viagem em meados de Outubro consegui escalar algumas vezes, mas não tive tempo de reportar aqui no blog. Numa das ocasiões foi a reestréia do Kostas na rocha, diga-se de passagem, um mês antes do recomendado pelo médico, é claro. Eu estava meio travado e como ele, apesar de não reconhecer abertamente, sentiu dor ao escalar, nos contivemos e escalamos apenas duas vias, a Louki Look (V) e a Mávri (VI). Esta segunda ele fez só em top-rope e claramente passou dos limites dele (mais uma vez).
A segunda oportunidade em que fui escalar, além do Kostas, foi também o Michalis, um holandês de pai grego que me achou pelo CouchSurfing. Ele se auto intitula guia de montanha, mas tenho a impressão que ele é mais um guia de caminhadas. No final de Outubro ele veio a Creta para guiar um grupo de holandeses por uma semana em diversas caminhadas e como ele tem família por aqui, veio um pouco antes para se divertir e me chamou para escalar. O nível de escalada dele é bem baixo e como ele pratica mais em muro de escalada (top-rope com mosquetão de rosca) nem o nó oito ele sabia fazer. Meio contra a vontade do Kostas escalamos a Zéstama (IV) para o Michalis poder fazer uma via mais fácil primeiro. Então na sequência tentamos também a Mi-nous (V/VI) em top-rope. Apesar das más condições do Kostas ele insistiu que fossemos escalar a Sikiá (Vsup) para colocar um top-rope na via do lado, a Pedevousin Tékna (VIsup), que é de certa forma um fronteira no nível de escalada do Kostas que estava guiando ela com certa tranquilidade. Esta via é bem técnica e um pouco negativa e ele foi que foi. Ficou vermelho de tanto esforço e má respiração, e suou feito um porco. Como ele tinha que ir para o trabalho, ele nos deixou e entrei na sequencia. Acho que conheço um pouco mais os meus limites e parei na metade, já com dor nos dedos por causa dos regletes, logo antes de encarar o negativinho. Para que o Michalis pudesse experimentar mais uma via escalei a Louki Look mas começou a chover antes mesmo de eu chegar no topo da via. Terminei a via e desci rapidamente e nos abrigamos na caverninha para guardar as coisas. Convidei o Michalis para almoçar aqui em casa e comemos algumas panquecas assadas que sobraram do meu aniversário. O cara é bem legal e não tinha problema nenhum em mostrar dificuldade para escalar, perguntar como se faz as coisas, os nós e etc. Um comportamento raro, do tipo falta em algumas pessoas (meu amigo Kostas) e os coloca, bem como seus parceiros, em risco.
Já em novembro, ontem, fui no final da tarde com Kostas e o Spiros, escalar no Monte e fizemos a Louki Look e a Mávri. Depois o Kostas guiou a Sikiá para mais uma vez fazer top-rope na Pedevousin Tékna. O Spiros ficou sem fazer muita coisa o verão todo e fora o fato de ele já ser uma pessoa grande, ele ainda está um pouco acima do peso e só escalou um pouco a Louki Look e tentou o começo da Mávri, mas ficou satisfeito. Desta vez o Kostas se saiu um pouco melhor, mas continou sem respirar regularmente. Não me sai muito bem, mas consegui fazer a via sem cair.
O engraçado agora é ouvir os comentários técnicos do Kostas, algo como o Pelé ou o Romário de comentarista nas copas do mundo, ou seja, as coisas mais sem fundamentos possíveis. Mas tudo bem, eu me divirto. Outra coisa engraçada é que dá última vez eu meio que combinei de sempre escalarmos duas vias seguidas para perdermos menos tempo e não descansarmos entre as vias, como se elas fossem mais longas. Daí no dia que fomos com o Spiros, ele escalou o Look Louki e na sequencia já foi escalar a Mavri. O Spiros, não entendeu o que estava acontecendo, afinal achou que a vez era minha ou dele, e perguntou o que o Kostas estava fazendo. O Kostas respondeu cheio de pompa: "É um novo sistema!..."
A segunda oportunidade em que fui escalar, além do Kostas, foi também o Michalis, um holandês de pai grego que me achou pelo CouchSurfing. Ele se auto intitula guia de montanha, mas tenho a impressão que ele é mais um guia de caminhadas. No final de Outubro ele veio a Creta para guiar um grupo de holandeses por uma semana em diversas caminhadas e como ele tem família por aqui, veio um pouco antes para se divertir e me chamou para escalar. O nível de escalada dele é bem baixo e como ele pratica mais em muro de escalada (top-rope com mosquetão de rosca) nem o nó oito ele sabia fazer. Meio contra a vontade do Kostas escalamos a Zéstama (IV) para o Michalis poder fazer uma via mais fácil primeiro. Então na sequência tentamos também a Mi-nous (V/VI) em top-rope. Apesar das más condições do Kostas ele insistiu que fossemos escalar a Sikiá (Vsup) para colocar um top-rope na via do lado, a Pedevousin Tékna (VIsup), que é de certa forma um fronteira no nível de escalada do Kostas que estava guiando ela com certa tranquilidade. Esta via é bem técnica e um pouco negativa e ele foi que foi. Ficou vermelho de tanto esforço e má respiração, e suou feito um porco. Como ele tinha que ir para o trabalho, ele nos deixou e entrei na sequencia. Acho que conheço um pouco mais os meus limites e parei na metade, já com dor nos dedos por causa dos regletes, logo antes de encarar o negativinho. Para que o Michalis pudesse experimentar mais uma via escalei a Louki Look mas começou a chover antes mesmo de eu chegar no topo da via. Terminei a via e desci rapidamente e nos abrigamos na caverninha para guardar as coisas. Convidei o Michalis para almoçar aqui em casa e comemos algumas panquecas assadas que sobraram do meu aniversário. O cara é bem legal e não tinha problema nenhum em mostrar dificuldade para escalar, perguntar como se faz as coisas, os nós e etc. Um comportamento raro, do tipo falta em algumas pessoas (meu amigo Kostas) e os coloca, bem como seus parceiros, em risco.
Já em novembro, ontem, fui no final da tarde com Kostas e o Spiros, escalar no Monte e fizemos a Louki Look e a Mávri. Depois o Kostas guiou a Sikiá para mais uma vez fazer top-rope na Pedevousin Tékna. O Spiros ficou sem fazer muita coisa o verão todo e fora o fato de ele já ser uma pessoa grande, ele ainda está um pouco acima do peso e só escalou um pouco a Louki Look e tentou o começo da Mávri, mas ficou satisfeito. Desta vez o Kostas se saiu um pouco melhor, mas continou sem respirar regularmente. Não me sai muito bem, mas consegui fazer a via sem cair.
O engraçado agora é ouvir os comentários técnicos do Kostas, algo como o Pelé ou o Romário de comentarista nas copas do mundo, ou seja, as coisas mais sem fundamentos possíveis. Mas tudo bem, eu me divirto. Outra coisa engraçada é que dá última vez eu meio que combinei de sempre escalarmos duas vias seguidas para perdermos menos tempo e não descansarmos entre as vias, como se elas fossem mais longas. Daí no dia que fomos com o Spiros, ele escalou o Look Louki e na sequencia já foi escalar a Mavri. O Spiros, não entendeu o que estava acontecendo, afinal achou que a vez era minha ou dele, e perguntou o que o Kostas estava fazendo. O Kostas respondeu cheio de pompa: "É um novo sistema!..."
Labels:
Devaneios,
Escaladores,
Monte Várdia
sábado, 7 de novembro de 2009
Ida para Iráklio
Em primeiro lugar, o fato de que a Anamaria e eu acordamos cedo no primeiro dia bonito depois de dias seguidos de chuva. Como o céu finalmente não estava encoberto, durante o trajeto pudemos ver as partes mais altas das montanhas com os primeiros respingos de neve do inverno que se aproxima. Obviamente nevou na montanha enquanto chovia aqui embaixo e tanto a Lefká Óri em Chaniá, como o Psiloritis em Iráklio/Réthymno já tinham os picos mais altos brancos da neve que a esta hora já derreteu com o ar quente que soprou da África nos dias que se seguiram.
Como o tempo era curto visitamos rapidamente o palácio de Knosós e fizemos um lanche no centro.
(Não coloquei as fotos num álbum, mas elas podem ser ampliadas com um clique.)
Labels:
Devaneios,
Lefká Óri,
Psiloritis,
Viagem,
Visitas
Assinar:
Postagens (Atom)