domingo, 29 de novembro de 2009

Sempre o Monte

Final de semana passado, no sábado, escalei no Monte Várdia com o Vassílis e o Kostas. Primeiro com um e depois com o outro. O Vassílis eu conhecei faz uns três meses em Thérisso e desde então ele não escalava. Ele é formado num curso técnico na área de saúde, algo como técnico em enfermagem, e trabalha para o governo como motorista de ambulância. Faz vários anos que ele é praticante de canyoning e espeleologia, além de caminhas nas áreas montanhosas. Há cerca de dois anos ele começou a escalar. Não o faz com muita frequência, mas tem uma naturalidade impressionante para se locomover na pedra.

Como chegamos antes do Kostas e o Vassílis estava há algum tempo sem escalar, fiquei no comando e pude escolher as vias que queria(mos) escalar. Começamos pela Louki Look (Vsup) e pusemos um top-rope na Mikrá mistiká (VIIa). Contra suas próprias expectativas o Vassílis conseguiu escalar ainda que com algumas quedas a Mikrá Mistiká. Também consegui, mas ainda não me sinto a vontade para guiar. A linha da via em certo ponto exige uma ida para a direita. Desta vez resolvi ir um pouco mais alto antes de ir para a direita e deu um ganho.

Depois que removeram a cerca que atrapalhava a escalada da via 25, descobri que esta é uma das vias mais legais do setor. Ela tem um começo difícil e depois segue em agarrões que em pouca quantidade ainda exigem um pouco de esforço técnico. Assim, fui guiar a Areti (VIsup). Foi razoável e cai mas não cai na primeira chapeleta. Deixei um top-rope por garantia e botei uma pilha para o Vassílis guiar com a outra ponta. Ele não conseguiu e limpou a via pela Armonia (V) com o top que eu tinha deixado.

Neste meio tempo o Vassílis já tinha que ir embora e o Kostas já tinha chegado. O Kostas criou um fissura ou apego pela via 46, a Pedevousin Tékna (VIsup?) e apesar de já ter guiado algumas vezes, sempre quer escala-la. Para aquecer ele fez primeiro a Sikiá (Vsup). Depois de escalar a Pedevousin Tékna ele levou o top para a Stenes Epafes (VIIa) e fez uma gambiarra que resolvi guiar a Sikiá para limpar a sujeira. Nem lembro se escalei a Pedevousin Tékna, mas acho que sim. Já estava bem cansado mas encarei em top a Stenés Epafés e passei com trabalho pelo crux, não sem cair, mas não consegui terminar. O Kostas ainda foi guiar a Save It (VIsup) e não lembro se escalei ou não.

Sem fotos este final de semana.

domingo, 15 de novembro de 2009

Guerra no Monte

Sábado fui com o Kostas escalar no Monte Várdia. Além dele, foi também um amigo escalador da Anastasia, o Manolis, que eu não conhecia. Logo que cheguei o Manolis foi embora e ficamos apenas eu e o Kostas. Não vou me prender em muitos detalhes das vias exceto uma que foi novidade. Primeiro fiz top-rope na Pedevousin Tékna (VI). Em seguida, achei que estava inspirado e resolvi tentar a via 44 (VIIa) que já tinha guiado uma vez, mas amarelei de novo a meio caminho entre a segunda e a terceira chapeleta. O Kostas não quis nem tentar. Depois escalei a via 40 (VI) em top-rope. Por alguma razão desconhecida resolvi levar o top-rope para a via do lado que eu nem sabia o grau, a 42, um  VIIb com poucas agarras, nem sempre boas e com um início negativo. E esta é a única novidade. De movimento em movimento e queda em queda fui até a terceira chapeleta, a qual não faço idéia de como costuraria se estivesse guiando, e acho que o crux era logo na sequência. Muitas tentativas serão necessárias até poder completar um rop-rope nela, quanto mais guiar. Para encerrar o dia fiz um top na Mikrá-mistiká (VIIa) com a corda dos americanos (uns 10 deles) da base que tinham ido escalar um pouco (alguns pela primeira).

Domingo fui de novo com o Kostas e com o Yorgos Agrônomo e ficamos na água com açucar. Guiei a Louki Look (V) e fiz top-rope na Mikrá Mistiká (VIIa). Na foto, o Yorgos fora da linha na Mikrá Mistiká. A curiosidade do dia vem de um senhor, com seus bons 70 anos, que mora nas redondezas e veio prosear com os escaladores (ver na foto o senhor e o Kostas super atento na segurança).  Papo vai, papo vem ele explicou que aquele lugar onde escalamos não se chama Monte Várdia (que fica mais para cima), mas sim Grabouka. E acrescentou que nem o Monte Várdia se chama Monte Várdia, mas sim Profiti Ilias (Profeta Elias - como todo ponto alto de algum lugar na Grécia). O nome Grabouka de acordo com ele, se deve ao fato de que o local era provido, há muito tempo, de diversas cavernas* que foram destruídas durante a operação de uma pedreira. Isto é novidade e explica a má qualidade da pedra na parte onde não há vias, bem como os inúmeros blocos de pedra barranco abaixo (ver foto). Ele não explicou a etimologia do nome e o Kostas e o Yorgos não fizeram nenhuma relação com alguma palavra grega.

Outra curiosidade que o nosso inesperado visitante contou e fica difícil saber se é fantasia ou não, é que os alemães passaram  por ali para se deslocar daquela parte da cidade até o porto de Souda (porto que serve Chaniá) durante a desocupação de Creta. Nada de especial se ele não tivesse acrescentado que como os alemães não tinham como levar as armas de volta (e não houve explicação de por quê), eles aproveitaram para explodir granadas e morteiros no barranco (ver foto do barranco).

*Até onde me lembro, por definição, as cavernas tem até 30 metros de profundidade, e a partir disto são chamadas grutas. Isto me faz lembrar que a publicação anterior chamada Caverna Szemlohegyi deveria na verdade se chamar Gruta Szemlohegyi.

domingo, 8 de novembro de 2009

Um novo sistema!

Depois que voltei de viagem em meados de Outubro consegui escalar algumas vezes, mas não tive tempo de reportar aqui no blog. Numa das ocasiões foi a reestréia do Kostas na rocha, diga-se de passagem, um mês antes do recomendado pelo médico, é claro. Eu estava meio travado e como ele, apesar de não reconhecer abertamente, sentiu dor ao escalar, nos contivemos e escalamos apenas duas vias, a Louki Look (V) e a Mávri (VI). Esta segunda ele fez só em top-rope e claramente passou dos limites dele (mais uma vez).

A segunda oportunidade em que fui escalar, além do Kostas, foi também o Michalis, um holandês de pai grego que me achou pelo CouchSurfing. Ele se auto intitula guia de montanha, mas tenho a impressão que ele é mais um guia de caminhadas. No final de Outubro ele veio a Creta para guiar um grupo de holandeses por uma semana em diversas caminhadas e como ele tem família por aqui, veio um pouco antes para se divertir e me chamou para escalar. O nível de escalada dele é bem baixo e como ele pratica mais em muro de escalada (top-rope com mosquetão de rosca) nem o nó oito ele sabia fazer. Meio contra a vontade do Kostas escalamos a Zéstama (IV) para o Michalis poder fazer uma via mais fácil primeiro. Então na sequência tentamos também a Mi-nous (V/VI) em top-rope. Apesar das más condições do Kostas ele insistiu que fossemos escalar a Sikiá (Vsup) para colocar um top-rope na via do lado, a Pedevousin Tékna (VIsup), que é de certa forma um fronteira no nível de escalada do Kostas que estava guiando ela com certa tranquilidade. Esta via é bem técnica e um pouco negativa e ele foi que foi. Ficou vermelho de tanto esforço e má respiração, e suou feito um porco. Como ele tinha que ir para o trabalho, ele nos deixou e entrei na sequencia. Acho que conheço um pouco mais os meus limites e parei na metade, já com dor nos dedos por causa dos regletes, logo antes de encarar o negativinho. Para que o Michalis pudesse experimentar mais uma via escalei a Louki Look mas começou a chover antes mesmo de eu chegar no topo da via. Terminei a via e desci rapidamente e nos abrigamos na caverninha para guardar as coisas. Convidei o Michalis para almoçar aqui em casa e comemos algumas panquecas assadas que sobraram do meu aniversário. O cara é bem legal e não tinha problema nenhum em mostrar dificuldade para escalar, perguntar como se faz as coisas, os nós e etc. Um comportamento raro, do tipo falta em algumas pessoas (meu amigo Kostas) e os coloca, bem como seus parceiros, em risco.

Já em novembro, ontem, fui no final da tarde com Kostas e o Spiros, escalar no Monte e fizemos a Louki Look e a Mávri. Depois o Kostas guiou a Sikiá para mais uma vez fazer top-rope na Pedevousin Tékna. O Spiros ficou sem fazer muita coisa o verão todo e fora o fato de ele já ser uma pessoa grande, ele ainda está um pouco acima do peso e só escalou um pouco a Louki Look e tentou o começo da Mávri, mas ficou satisfeito. Desta vez o Kostas se saiu um pouco melhor, mas continou sem respirar regularmente. Não me sai muito bem, mas consegui fazer a via sem cair.

O engraçado agora é ouvir os comentários técnicos do Kostas, algo como o Pelé ou o Romário de comentarista nas copas do mundo, ou seja, as coisas mais sem fundamentos possíveis. Mas tudo bem, eu me divirto. Outra coisa engraçada é que dá última vez eu meio que combinei de sempre escalarmos duas vias seguidas para perdermos menos tempo e não descansarmos entre as vias, como se elas fossem mais longas. Daí no dia que fomos com o Spiros, ele escalou o Look Louki e na sequencia já foi escalar a Mavri. O Spiros, não entendeu o que estava acontecendo, afinal achou que a vez era minha ou dele, e perguntou o que o Kostas estava fazendo. O Kostas respondeu cheio de pompa: "É um novo sistema!..."

sábado, 7 de novembro de 2009

Ida para Iráklio

Na última quarta-feira matei um dia de trabalho (sem prejuízo para o andamento dos trabalhos) para me encontrar com o meu primo Luiz Arthur. Ele trabalha na tripulação de um cruzeiro marítimo e atracou por poucas horas em Iráklio. E o que isto tem a ver com escalada em Creta?
Em primeiro lugar, o fato de que a Anamaria e eu acordamos cedo no primeiro dia bonito depois de dias seguidos de chuva. Como o céu finalmente não estava encoberto, durante o trajeto pudemos ver as partes mais altas das montanhas com os primeiros respingos de neve do inverno que se aproxima. Obviamente nevou na montanha enquanto chovia aqui embaixo e tanto a Lefká Óri em Chaniá, como o Psiloritis em Iráklio/Réthymno já tinham os picos mais altos brancos da neve que a esta hora já derreteu com o ar quente que soprou da África nos dias que se seguiram.

Em segundo lugar o fato de o navio onde meu primo trabalhar ter um muro de escalada. Depois dessa até pensei em fazer um cruzeiro!

Como o tempo era curto visitamos rapidamente o palácio de Knosós e fizemos um lanche no centro.

Não fiz fotos das montanhas, mas exibo aqui duas fotos do muro de escalada no barco.

(Não coloquei as fotos num álbum, mas elas podem ser ampliadas com um clique.)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Caverna Szemlőhegyi


Depois de Viena fomos para Budapeste. Não me empenhei em procurar escalada por lá e nem sei se tem, mas a cidade é recheada de cavernas. Até onde sei, três cavernas podem ser visitadas. Consegui visitar uma delas. Como estava com a mãe e a tia  da Anamaria, resolvi ir na mais acessível ao turista, inclusive para pessoas em cadeira de rodas, a caverna Szemlõhegyi. Certamente não era a mais interessante, já que em uma das cavernas o trajeto exige a utilização de equipamento de espeleogia e inclui subir e descer por cordas, oferecidos como parte da visitação.

Vi na internet como chegar até a caverna, e de onde estávamos hospedados nos deslocamos com usando duas linhas de metrô e uma de ônibus. Chegamos na hora errada e tivemos que esperar mais de meia hora para o próximo ingresso, obrigatoriamente com guia, que ocorre de meia em meia hora. Perdi o folheto com informações e tentarei passar as informações que me lembro, com risco de escrever coisas erradas. Quem tiver interesse pode procurar mais na internet.


A entrada da caverna parece um abrigo nuclear e tem uma bilheteria, um pequeno museu da caverna e uma sala de projeções. O guia praticamente só falava húngaro e foi muito educado ao se desculpar por isso antes do início do passeio. Uma família de húngaros, pai, mãe, filha e namorado fizerem o passeio conosco e o casalzinho foi muito gentil em tentar traduzir a maioria das coisas que o guia explicou.

Se entendi bem esta caverna não possui uma abertura natural com a superfície e foi encontrada por acaso durante algum trabalho de escavação. A partir do hall de entrada da caverna seguimos por um túnel escavado na rocha que leva até o "início" da caverna. A caverna é toda iluminada e o guia acende/apaga as luzes a medida que passamos. Todo o trajeto é calçado, acho que com cimento e possui corrimãos em vários pontos. Já comento agora que por um lado é esquisito ver que a caverna foi cavada em vários pedaços para podermos passar. Inclusive podemos passar andando normalmente entre duas "salas" que incialmente só estavam ligadas por um buraco pequenho que foi passado pela primeira vez por uma mulher (pequena).


Como em toda caverna eles criam "atrações" tentado ver formar nas paredes da caverna, coração, urso, couve-flor, etc. Parece que esta caverna não possui estalactites nem estalagmites. A última caverna que visitei foi a de Botuverá no interior de Santa Catarina, e lá cansei de ouvir o guia chamar a atenção dos meliantes, digo, visitantes que insistiam em encostar nas coisas. Nesta em Budapeste, não foi necessário chamar a atenção de ninguém nem uma única vez.

Passamos por várias salas cada uma com sua história. A visita que deveria durar cerca de 50 minutos, durou 1h10, um pouco pela curiosidade do casalzinho e um pouco pelo esforço de traduzirem para nós o que o guia dizia. Como a temperatura do local é de cerca de 10 graus Celsius, e não entedíamos tudo o que o guia dizia pareceu um pouco longa demais. Como parte das atrações ele também deixou a gente por alguns minutos no escuro para (não) vermos como era a caverna sem luz...

O aspecto mais interessante da caverna é que de acordo com o guia o ar é tão estéril que uma cirgurgia poderia ser realizada dentro dela sem maiores problemas. A qualidade do ar nesta caverna (não sei se só neste ou em outras também) tem propriedades terapêuticas e pessoas com problemas respiratórios frequentam a caverna como parte do tratamento. Ele enfatizou que as pessoas que são levadas para tratameno tem que se deslocar pela caverna e não apenas ficar paradas. Em certo ponto da caverna foi cavado um túnel cilíndrico para a instalação de um elevador que servirá uma ala de hospital. Não entedi se a ala do hospital será numa parte da caverna ou se será sobre a caverna.

O passeio foi muito legal e o auge aconteceu na parte mais distante da caverna chamada de Igreja. Neste ponto o guia contou orgulhoso que desceu de rapel no Natal do ano passado como atração para um grupo de crianças. Mas o que o tornou o ponto alto foi a iluminação baixa ao som de Vangelis, que os leitores podem acompanhar parcialmente no álbum.

Link para o álbum desta publicação: Caverna Szemlőhegyi

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Flakturm

No início de outubro estive em Viena, na Áustria. Com esperanças de poder escalar por lá, fui equipado com o básico, sem corda. Mas minhas tentativas de encontrar um parceiro pelo couchsurfing foram frustradas e me restou dar uma olhada nas academias de escalada indoor. Longe de ser divertido ir sozinho a uma academia apenas para conhecer, direcionei minhas atenções para o Flakturm ou Flak tower.

Vienna possui algumas Flak towers, torres de concreto construídas pela Luftwaffe para combate anti-aéreo durante a segunda guerra mundial e também para abrigar pessoas durante um ataque. Para saber mais vejam o link da Wikipedia, que inclusive fornece as coordenadas geográficas de algumas delas: Flak tower. Vi duas delas em Vienna, uma no Augarten (ver as fotos no meu álbum e Augarten G-tower no artigo da Wikipedia) e a Flakturm VI L-Tower onde está hospedado hoje o Haus de Meeres um aquário, e que tem na parte externa o muro de escalada. Escalar um bunker é algo incomum, ainda que não seja nada demais, e achei que valia a pena experimentar.

Minha primeira ida ao local foi num sábado de manhã e descobri que só abria a partir das 14 h. É muito legal ver um lugar assim, pois estimula os praticantes. Mais legal ainda foi ver no mesmo parque um brinquedo infantil com agarras de escalada. Desisti naquele dia, mas acabei voltando no domingo no final da tarde. Fui muito bem recebido pelo monitor, que falava inglês. Pela primeira vez usei minha carteirinha do clube de montanha de Chaniá que garantiu um preço menor e também fez com que ele não testasse meus conhecimentos de segurança (apesar de ter perguntado se eu sabia).

Como eu disse que ia ficar pouco tempo ele cobrou a menor tarifa, de quatro euros. Levei apenas meu equipamento e precisamos alugar uma cadeirinha para a Anamaria fazer segurança para mim, já que os monitores não fazem segurança e teria que depender de algum outro escalador gentil que estivesse por ali. O aluguel foi uma bagatela de dois euros e valeu o preço. O capacete eles emprestam e eu e a Anamaria éramos os únicos alienígenas usando capacete.

Antes de começar o monitor me apontou quais eram as vias que eu poderia escalar, cinco ou seis vias de graus variados em top-rope. Para escalar guiando é preciso levar a própria corda. Havia vários escaladores no local e procurei pelas vias mais fáceis que eram a amarela (5+) e a vermelha (3+), só não sei que escala era usada. Como a vermelha estava ocupada encarei a amarela mesmo. A via era bem fácil sem exigência técnica nenhuma, mas a partir da metade meu antebraço já estava estourando e perto do final dos 30 metros de via já estava começando a ter dificuldade para fechar as mãos. Fiquei um pouco chocado com meu despraparo físico apesar de a via ser muito fácil. Depois de um breve descanso a via vermelha foi liberada e entrei nela. A via que era mais fácil acabou sendo mais difícil, mais uma vez nenhum problema técnico, mas meus braços foram pro espaço bem mais rápido e bem antes dos 35 metros do final. Ainda assim, não descansei na corda em nenhuma das duas.

As duas escaladas deu para o gasto e não teria condições de encarar vias mais difíceis na sequência. Devolvemos o equipamento que a Anamaria usou e fui experimentar um pouco a área de boulder que é também muito legal. Usei um pouco o muro vertical, depois aqueci um pouco no negativo e frente ao desafio imposto pela tia da Ana que assistia a tudo e a todos boquiaberta fui fazer o teto. Fiz sem muitas dificuldades, mas é claro usando todas as melhores agarras disponíveis. À noite não sei bem por quê, fiquei com um pouco de dor na lombar que levou uns três dias para passar...

No site deles tem um croqui desenhado e um croqui foto do local e algumas informações em alemão para quem estiver interessado: Flakturm

Como demorei um pouco para escrever o texto e não tomei notas talvez eu tenha esquecido alguma coisa interessante que comentarei em momento oportuno (o da lembrança). Hoje por preguiça não coloquei fotos na publicação, mas vejam as fotos no álbum.

Link para o álbum desta publicação: Flakturm

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Os limoeiros estão doentes

Domingo rendeu mais um final de tarde de escalada. Fomos apenas eu e o Yorgos (Agrônomo). E rendeu mesmo. Guiamos a Louki-Look para aquecer e em seguida a Mávri. Em seguida guiei a Dulfer, que tem um crux esquisito que passei arriscando. O Yorgoso top-ropeou a Dulfer e disse que gostaria de tentar a Adelfopiísi de novo. Sobrou para mim guiar. Passei um veneno no crux, bem mais do que sábado mas consegui. Já estava tarde quando o Yorgos desceu, mas aproveitei para escalar a via do lado que esqueci o nome.

Aproveitando que o Yorgos é agrônomo, levei alguns ramos dos limoeiros daqui do quintal para ele dar uma analisada. Os limoeiros não tem rendido limões e muitas frutas nem crescem e já começam a estragar. Ele mal olhou as folhas e perguntou se alguém cuidava das árvores, tão ruim era o estado que estava. E olha que a dona do apartamento rega regularmente e também põe adubo. O diagnóstico foi de um inseto e duas doenças em estado avançado. Ele ficou de me receitar um tratamento biológico, já que são apenas 6 ou 7 árvores.

Como saio de viagem amanhã e só voltam em quinze dias ainda vai demorar um pouco para o tratamento dos limoeiros começar.

Boa viagem!