No início de julho fui à Annecy na França via Genebra na Suiça para participar de uma reunião e um congresso. No trajeto de volta passamos 3 dias em Genebra. O terceiro dia seria um pouco entediante por lá e num ato de semi-loucura entramos numa excursão de japoneses para ir à Chamonix na França. Custou caríssimo, e foi uma correria típica de excursões, mas dadas as circunstâncias valeu cada centavo. Seguimos o roteiro da excursão, mas "sozinhos".
No período da manhã visitamos a Aiguille du Midi que será uma segunda publicação sobre Chamonix, no período da tarde visitamos a Mér de Glace. A última publicação será sobre a etapa da Copa do Mundo de Escalada e da Copa Francesa de Escalada, coincidentemente ocorreu no dia que estivemos lá. Passei lá rapidamente no horário do almoço, mas estava tudo parado ainda.
A cidade é bem bonita e estava bem movimentada. Há várias lojas de equipamento, mas os preços não são melhores que em outros lugares. Minha única aquisição foi um poster panorâmico da montanha. As sapatarias tem nas placas botas e sapatilhas ao invés de sapatos de salto. No horário de almoço comemos sanduíches em uma lanchonete e demos uma volta rápida pelo centro e no local do campeonato de escalada. No final da tarde antes de irmos embora tivemos mais uma hora para circular e passamos de novo na área do campeonato.
Não há muito o que contar, então deixo as poucas fotos que fizemos da cidade.
Álbum desta publicação: Chamonix - Parte 1/4: A cidade
Pequenos comentários sobre minhas pequenas aventuras na ilha de Creta e, quem sabe, em outros lugares.
domingo, 29 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
Ao acaso
Hoje fomos à praia de Stavrós Anamaria e eu, e também uma portuguesa que morava aqui, a Manuela, e que está de passagem.. Faz algum tempo que tinha vontade de testar um software para montagem de fotos panorâmicas e assim ficas algumas fotos para poder testá-lo. Chegando em casa baixei as fotos no computador e usei o software que veio com a máquina só para ver como as fotos tinham ficado. Uma das sequências de fotos que fiz é da parede de Stavrós onde se encontram algumas das vias de escalada. Algum tempo depois de ter visto as fotos a Anamaria viu duas pessoas andando no topo do morro. Achamos que eram duas pessoas caminhando.
Para minha surpresa, quando fiz a panorâmica vi que uma pessoa estava no topo e a outra num ponto logo na sequência da terceira parada da via. Abaixo a panorâmica montada com três fotos, um pouco fora de foco porque foquei num ponto bem mais próximo. A foto tem 4,7 MB (clique para ampliar).
Para minha surpresa, quando fiz a panorâmica vi que uma pessoa estava no topo e a outra num ponto logo na sequência da terceira parada da via. Abaixo a panorâmica montada com três fotos, um pouco fora de foco porque foquei num ponto bem mais próximo. A foto tem 4,7 MB (clique para ampliar).
sábado, 7 de agosto de 2010
Páscoa em Ágio Fárago
Este ano a Páscoa Grega coincidiu com a Páscoa Brasileira, com a vantagem de que aqui a segunda-feira após o domingo de Páscoa também é "santa". O Giorgos Varagoulis que é apaixonado por Ágio Fárago botou uma pilha e convenceu uns e outros a irem passar o feriadão lá. O Manólis, o Kostas Kavalinakis e eu saímos sábado à tarde de Chaniá com o carro do Manólis e chegamos lá já de noite após uma viagem relativamente rápida de 2h30.
Ficamos lá até segunda-feira tarde da noite e chegamos de volta em casa depois da meia noite. Já faz tanto tempo que o passeio aconteceu que sou incapaz de contar detalhes. Acho que ainda bem, para os leitores não ficarem entediados. Em termos de escalada o rendimento não foi muito alto. Todo mundo acordava tarde e demorava horas para reagir. Depois ficava muito quente e queriam ir para a praia, etc. Durante o dia de fato ficava muito quente, mas sempre tem algum setor à sombra. Já à noite ficava bastante frio, ainda mais que estávamos usando uma barraca de verão com apenas uma cobertura e aberta na base.
Entre as vias que escalei se destacam um 6c (francês) totalmente negativo. Infelizmente não tenho fotos pois foram feitas com a máquina do Manólis (e acho que não ficaram muito boas). Tenho apenas uma foto da caverna. Também escalei com o Kostas um 7a (francês) que um francês deixou em top-rope para nós. Por sinal o francês e a esposa eram gente finíssima. Estavam fazendo um tour pela Grécia de motor-home para praticar windsurf e escalar. Encontrar eles também foi legal para saber que o guia de escalada de Ágio Fárago e de outras localidades de Creta foi publicado no final de 2009. Já encomendei e já chegou e outra hora falo sobre ele.
Já escrevi demais para quem não tinha nada para dizer, fiquem com as poucas fotos do evento.
Link para o álbum desta publicação: Páscoa em Ágio Fárago
Ficamos lá até segunda-feira tarde da noite e chegamos de volta em casa depois da meia noite. Já faz tanto tempo que o passeio aconteceu que sou incapaz de contar detalhes. Acho que ainda bem, para os leitores não ficarem entediados. Em termos de escalada o rendimento não foi muito alto. Todo mundo acordava tarde e demorava horas para reagir. Depois ficava muito quente e queriam ir para a praia, etc. Durante o dia de fato ficava muito quente, mas sempre tem algum setor à sombra. Já à noite ficava bastante frio, ainda mais que estávamos usando uma barraca de verão com apenas uma cobertura e aberta na base.
Entre as vias que escalei se destacam um 6c (francês) totalmente negativo. Infelizmente não tenho fotos pois foram feitas com a máquina do Manólis (e acho que não ficaram muito boas). Tenho apenas uma foto da caverna. Também escalei com o Kostas um 7a (francês) que um francês deixou em top-rope para nós. Por sinal o francês e a esposa eram gente finíssima. Estavam fazendo um tour pela Grécia de motor-home para praticar windsurf e escalar. Encontrar eles também foi legal para saber que o guia de escalada de Ágio Fárago e de outras localidades de Creta foi publicado no final de 2009. Já encomendei e já chegou e outra hora falo sobre ele.
Já escrevi demais para quem não tinha nada para dizer, fiquem com as poucas fotos do evento.
Link para o álbum desta publicação: Páscoa em Ágio Fárago
sábado, 31 de julho de 2010
Retomando
O blog ficou parado por algumas semanas. Estive bastante ocupado e como ainda não estou escalando acabei dedicando meu tempo livre para outras atividades não relacionadas com a escalada em com o blog. Em breve publicarei as pendências desde a Páscoa, como a ida à Ágio Fárago, um novo guia de escalada de Creta, um livro de escalada que ganhei do meu irmão ano passado e a ida a Chamonix nos Alpes Franceses.
Saudações.
Saudações.
domingo, 13 de junho de 2010
Bruxelas
Andei bastante ocupado desde a última publicação e passei a última semana viajando. Estive em Bruxelas, mas não tive condições de ver o que há de escalada na Bélgica. Vi algumas lojas de material de aventura, mas acabei não entrando em nenhuma. Apesar de ter ficado alguns dias na cidade, foi tudo muito rápido. Ainda assim, em uma das voltas que a Anamaria fez pela cidade, ela registrou um senhor treinando no Parque do Cinquentenário. Interessante notar que deve ser algo comum por ali, já que tinha até policial "assistindo".
Link para o álbum desta publicação: Bruxelas
Link para o álbum desta publicação: Bruxelas
terça-feira, 25 de maio de 2010
Revendo os amigos
O Manólis resolveu investir em Thériso e parece que fazia tempo que não ia ao Monte. Me contou que tinha guiado a via 44 e queria saber como eu costurava a terceira chapeleta. Expliquei como fazia e ele se negou a aceitar que dava. Dizia que do "meu jeito" era impossível costurar (e olha que ele é mais alto que eu). O Kostas, que nunca guiou a via o desafiou a guiar para poder escalá-la de top-rope. Mesmo sem prática no Monte, o Manólis aceitou o desafio, tomou duas quedinhas (uma fotografei ele no ar), e finalmente reconheceu que dava de costurar do jeito que eu disse.
Fiquei só mais um pouco e voltei para casa para almoçar e fazer minhas tarefas. A vontade de escalar foi grande e foi bom rever os amigos. Acho que final de semana que vem já volto a encarar a pedra.
Link para o álbum desta publicação: Revendo os amigos
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Erro no Parque Aventuras
Desde que o Parque Aventuras em Florianópolis foi abandonado pelo poder público foram diversas as tentativas de recuperá-lo. Depois de um hiato, nas últimas semanas as ações da ACEM foram retomadas e, coicidência ou não, em poucos dias será feita uma audiência pública onde a presença da ACEM e escaladores é fundamental. Nesta audiência será discutido o projeto de lei que prevê ceder a área do parque para a Polícia Militar. Depois de uma apresentação que promete muito e não vale nada, fica bem claro que ficará na mão da PM como será feito o uso da pedreira e que não é dada nenhuma garantia de que poderemos continuar escalando lá. A prefeitura está tentando "comprar" a comunidade com a "moeda" segurança, algo que não se vê por aqueles bairros (e ao que parece nem no resto da cidade) faz muito tempo. Não sei qual vai ser a abordagem da ACEM para defender a manutenção do parque e da área de escalada, mas espero que não se cometa mais uma vez um erro que tem sido cometido desde a concepção do parque, o de defender apenas a área de escalada.
Logo que o parque foi inaugurado, e por algum tempo enquanto ainda era novidade, era fácil contar mais de 50 visitantes não escaladores numa tarde ensolarada de sábado ou domingo. Naquela ocasião alertei que o grande problema era que aqueles 50 e tantos visitantes viriam ver o parque uma vez e nunca mais voltariam, simplesmente por que não tinham nada para fazer lá. Dito e feito!
Como não participei da concepção do parque, ingenuamente sugeri que o problema foi o parque não ter sido terminado, isto é, que inauguraram sem bancos, sem playground infantil e outras atrações, especialmente para famílias com crianças pequenas. Diga-se de passagem, famílias estas que povoam os demais (escassos) parques de Florianópolis. Por que na pedreira seria diferente? Os escaladores acharam que seria, e foi a própria ACEM que fez questão de que este tipo de atrativo não fosse incluído no parque em prol da área de escalada.
Não estou fazendo uma oposição à PM em si, mas já vi outros casos em que o acesso a determinado lugar fica a cargo de uma instituição em que o "comando" muda de tempos em tempos. O que acontece é que cada vez que mudar o comandante, ou o prefeito, ou o governador, as regras vão mudar. Assim, cada vez será uma lenga, lenga para conseguir acesso ao setor de escalada. Acho que não resta muita saída para a a ACEM, ou se defende um parque completo com escalada, playground, segurança e etc., ou a causa está perdida. Se a ACEM for para esta audiência para, mais uma vez, defender a área de escalada apenas (com ou sem PM), estará novamente cometendo um erro e talvez perdendo a área de escalada de uma vez por todas.
Logo que o parque foi inaugurado, e por algum tempo enquanto ainda era novidade, era fácil contar mais de 50 visitantes não escaladores numa tarde ensolarada de sábado ou domingo. Naquela ocasião alertei que o grande problema era que aqueles 50 e tantos visitantes viriam ver o parque uma vez e nunca mais voltariam, simplesmente por que não tinham nada para fazer lá. Dito e feito!
Como não participei da concepção do parque, ingenuamente sugeri que o problema foi o parque não ter sido terminado, isto é, que inauguraram sem bancos, sem playground infantil e outras atrações, especialmente para famílias com crianças pequenas. Diga-se de passagem, famílias estas que povoam os demais (escassos) parques de Florianópolis. Por que na pedreira seria diferente? Os escaladores acharam que seria, e foi a própria ACEM que fez questão de que este tipo de atrativo não fosse incluído no parque em prol da área de escalada.
Não estou fazendo uma oposição à PM em si, mas já vi outros casos em que o acesso a determinado lugar fica a cargo de uma instituição em que o "comando" muda de tempos em tempos. O que acontece é que cada vez que mudar o comandante, ou o prefeito, ou o governador, as regras vão mudar. Assim, cada vez será uma lenga, lenga para conseguir acesso ao setor de escalada. Acho que não resta muita saída para a a ACEM, ou se defende um parque completo com escalada, playground, segurança e etc., ou a causa está perdida. Se a ACEM for para esta audiência para, mais uma vez, defender a área de escalada apenas (com ou sem PM), estará novamente cometendo um erro e talvez perdendo a área de escalada de uma vez por todas.
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