Pequenos comentários sobre minhas pequenas aventuras na ilha de Creta e, quem sabe, em outros lugares.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Etapa final
Fugindo um pouco da "rotina", participem e prestigiem a etapa final do ranking catarinense de escalada 2008. Já participei de vários como "atleta" ou assistindo, e sempre foi muito legal. É uma ótima oportunidade para conhecer escaladores ou rever amigos de outras pedras do estado. (cliquem na imagem para ampliar).
domingo, 24 de agosto de 2008
Pausa
Na sexta-feira comecei na Mikrá Mistiká (pequenos segredos), uma via de VII-/VII que começa ao lado direito da Louki Look em uma parede levemente negativa e de inclinação constante. Ela começa com agarrões e após a primeira chapeleta vai de reglete até o final. Fui até a primeira chapeleta e foi o suficiente para os braços ficarem tijolados. Desescalei e parti para o de sempre e escalei a Louki Look, a I Aspri e a I Mávri, a primeira guiando e as outras duas em rop-rope. Já falei delas em várias ocasiões aqui no blog. Acho que este foi o primeiro dia que me senti verdadeiramente bem escalando por aqui, apesar do "fracasso" na via negativa, com confiança nos pés e nas mãos, mesmo sem magnésio (que por sinal acabo de comprar pela internet).
No sábado, entusiasmado pelo "sucesso" de sexta, repeti a dose (as mesmas três vias) e ainda guiei a Zestáma e escalei em top a Mh-Nus, as quais já falei a respeito também várias vezes aqui no blog. Acho que este foi o dia que mais escalei vias desde que cheguei. Estabeleci que cada vez que for escalar, farei pelos menos estas cinco vias, até me sentir em condições de escalar outras, senão ficarei estagnado no grau atual. Mas neste final de semana já não cumpri o estabelecido... e em menos de duas semanas a Anamaria vai para o Brasil ficar um mês. Se eu não arrumar um parceiro até lá, vou cumprir o estabelecido, só após uma longa pausa.
Link para o álbum desta publicação: Pausa
domingo, 17 de agosto de 2008
Enjoei
Káto Zákros tem dois setores de escalada (que eu sei). Um fica no costão norte da praia e também tomei conhecimento pelo site Climb in Crete. O outro fica na entrada da Garganta da Morte e fiquei por um site de uma pousada.
Káto Zákros é um lugar bonito, mas não chega a ser impressionante. O cansaço decorrente de um dia de viagem somado à busca por vias e escalada em Analoukas e a caminhada/escalada de Chochlakiés começava a bater e a atenção se voltou a encontrar um lugar para ficar. Percorremos praticamente todas as ruas de Káto Zákros pesquisando os preços de pousada. Sem saber (não lembrava o nome) estivemos também na pousada que divulga a escalada como um de seus atrativos, e ao contrário do que diz o site fomos muito mal atendidos e resolvemos procurar outra.
Acabamos ficando em uma pousada na descida para Káto Zákros com uma vista muito bonita da praia e da garganta. O dono, um ex-marinheiro, como todo grego, tentou adivinhar de onde éramos e, como todo grego, errou. Acho que éramos italianos. Ficou empolgadíssimo que éramos brasileiros e, como todo grego (marinheiro) que esteve no Brasil, contou suas aventuras no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Jantamos na praia a luz de lamparinas e deitamos cedo para escalar e tomar banho de mar no dia seguinte (segunda-feira, 11 de agosto).
Escalei uma via, a única não negativa e de certeza a mais fácil do setor. Bastante abatido pelo enjôo, desci e dei uma brincadinha na parte baixa dos negativos só para fazer fotos e ver que meus braços não aguentariam mais um metro de altura nestas condições. A escalada estava cancelada.
Link para o álbum desta publicação: Enjoei
sábado, 16 de agosto de 2008
Apavoro
Depois de relaxar na praia de Vai e dar uma circulada pela ponta Nordeste de Creta seguimos para o Sul em direção a Káto Zakros. A meio caminho em direção a Káto Zákros estava Chochlakiés, um vilarejo que dá acesso a uma garganta de mesmo nome onde tem outro setor de escalada. O planejamento era passar direto e deixar este setor para o dia seguinte. Mas quando passamos por Chochlakiés uma placa indicava a garganta a apenas 2,5 km e decidimos ir lá pelo menos para dar uma espiada.
Percorremos cerca de 500 metros de carro e encontramos um placa dizendo que era o ponto final e dali deveríamos seguir a pé. A verdade é que a estrada continuava, mas provavelmente é de uso exclusivo dos fazendeiros. Faltavam ainda 2 km até a garganta e não resisti; tirei o equipamento do carro e tocamos em direção à garganta. Chegamos em cerca de 20 minutos, não mais do que 1km de caminhada, depois de percorrer uma plantação de oliveiras e passar por uma cerca (entrada) e placa informativa. O trajeto entre as oliveiras era (mal) marcado, mas avistamos a garganta pouco depois de deixar a estrada de terra. Acho que forcei a barra duas publicações atrás em dizer que uma das escaladas (esta) teve aproximação, já que a caminhada no plano foi muito fácil e rápida. Por outro lado, foi esta a sensação ao ver as montanhas nos arredores e a garganta ficando cada vez maior.
Pelo meio da garganta corre o leito pedregoso de um "rio" que seca no verão e que no inverno pode até impedir o acesso à garganta. Só por isso já valeu o cenário diferente de outras gargantas que vi por aqui (não atravessei nenhuma ainda). O tipo de pedra é muito semelhante ao de Thérisso, predominando tons alaranjados.
Mais uma vez as informações foram retiradas do site Climb in Crete. Dos dois setores indicados fui logo no primeiro e escolhi a via mais fácil, é claro. Como era de se esperar das três vias indicadas apenas uma era protegida com chapeletas, de V grau, chamada Itanos. À esquerda dela, de IV grau e chamada Zakros pode ser feita em móvel até se juntar com a Itanos no final. Esta três vias começam sobre uns blocos de pedra de onde a Anamaria fez segurança para mim. Acabei fazendo um pouco de cada, escalando entre elas para tirar proveito do IV grau e costurando nas chapeletas da via de V. Ainda sem magnésio, tive sorte que até eu começar a escalar a via já estava toda na sombra. Em alguns momentos superprotegi a via colocando um friend na fenda da via de IV quando eu saía muito para a esquerda e ficava longe da chapeleta.
Como nas informações do site dizia que as chapeletas eram todas "rust proof", levei um susto quando cheguei na parada. Dupla, com duas chapeletas e cada uma com um destes anéis de aço, como os que mostrei na publicação anterior, completamente enferrujados. O oposto em qualidade do que vi em Analoukas no mesmo dia de manhã. Foram as chapeletas mais podres que vi. Arrisquei a ficar em alto, mas deu um apavoro em decidir como descer, se desescalava ou arriscava o rapel. Voltei para a pedra e comecei a dar uns puxões psicológicos nas chapeletas para ver se aguentavam. Por fim decidi armar o rapel, mas mantive a segurança até o último minuto.
A escalada foi muito legal e deu vontade de experimentar as vias do outro setor, mas estava ficando tarde e ainda não tínhamos hospedagem confirmada. Seguimos um pouco mais a frente para ver um pouco mais da garganta e para tentar ver o outro setor, mas provavelmente estava mais a frente ainda. Mais 45 minutos de caminhada nos levariam a uma praia isolada. Voltamos com o sol já baixo deixando as montanhas com uma cor dourada muito bonita e um clima agradável para o retorno.
Link para o álbum desta publicação: Apavoro
Mais uma vez as informações foram retiradas do site Climb in Crete. Dos dois setores indicados fui logo no primeiro e escolhi a via mais fácil, é claro. Como era de se esperar das três vias indicadas apenas uma era protegida com chapeletas, de V grau, chamada Itanos. À esquerda dela, de IV grau e chamada Zakros pode ser feita em móvel até se juntar com a Itanos no final. Esta três vias começam sobre uns blocos de pedra de onde a Anamaria fez segurança para mim. Acabei fazendo um pouco de cada, escalando entre elas para tirar proveito do IV grau e costurando nas chapeletas da via de V. Ainda sem magnésio, tive sorte que até eu começar a escalar a via já estava toda na sombra. Em alguns momentos superprotegi a via colocando um friend na fenda da via de IV quando eu saía muito para a esquerda e ficava longe da chapeleta.
A escalada foi muito legal e deu vontade de experimentar as vias do outro setor, mas estava ficando tarde e ainda não tínhamos hospedagem confirmada. Seguimos um pouco mais a frente para ver um pouco mais da garganta e para tentar ver o outro setor, mas provavelmente estava mais a frente ainda. Mais 45 minutos de caminhada nos levariam a uma praia isolada. Voltamos com o sol já baixo deixando as montanhas com uma cor dourada muito bonita e um clima agradável para o retorno.
Link para o álbum desta publicação: Apavoro
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Outro tipo de rocha
A primeira vez que escalei em conglomerado foi em Rio dos Cedros/SC. A segunda vez foi em Analoukas, no último domingo 10 de agosto. O tipo de rocha foi certamente o que mais me atraiu ao setor, além da grande quantidade de vias fáceis e, claro, o fato de que ele estava exatamente no trajeto que pretendíamos percorrer para conhecer o lado leste de Creta.Da estrada que acompanha a costa pude ver ao longe o hotel que parece uma pequena cidade a beira-mar. Diversas falésias por todos os lados mostravam também que tem muita via por abrir para todo lado. Chegamos na portaria e entramos direto, com certo desapontamento, pois achei que conseguiria algum "beta" na portaria. Ao contrário de fotos que vi no Google Earth (Panoramio), o lugar está decadente e ao mesmo tempo parece novo e velho.
Chegamos numa parte da falésia perfeitamente escalável, mas sem uma via sequer e o "instinto de montanha" falhou e nos levou para a esquerda onde também não achei vias. Com uma base acidentada o deslocamento era lento, até que achei uma acesso fácil para o topo da falésia onde literalmente corri em busca de vias, desta vez para o lado direito.
Devido ao calor parei por aí, mas fui ver as vias na parede de frente para o bloco. Achei mais 7 vias numeradas do 2 ao 8, todas com chapeletas em bom estado e paradas duplas com chapeleta e maillon rapid. Trabalho de primeira! Infelizmente não tinha condições de escalar. Percorri mais para a direita para ver se achava mais vias e não achei nada.
Depois voltamos para o carro e fui em mais uma falésia, pequena, mais próxima do hotel. Por falta de visibilidade acabei só olhando a parte esquerda dela, sem vias, e nada posso afirmar sobre a parte da direita. A falésia onde escalei se dobrava numa forma de "L" no sul e dali fui até a parte menor do "L" em busca de vias, não percorri tudo e não achei mais nada.
Para ter uma idéia não consegui nem identificar o setor que escalei. O fato de ter oito vias numeradas e de que está voltada para leste, leva a crer que era o "West Wall", mas a via 1 era fácil demais, e portanto do setor "Mouses" ou do setor "Mainades", ou outro. Enfim, se olharem as fotos (localizadas no mapa) verão que a falésia continua para o norte e tem muita pedra que não vi.
Link para o álbum desta publicação: Outro tipo de rocha
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
1 ano de casado
Para celebrar um ano de casados, viajamos por três dias para o lado leste de Crete. Depois de estabelecido o roteiro da viagem, selecionei quatro setores pelos quais gostaria de passar. Obviamente priorizei os setores mais distantes, todos no distrito de Lasithi, já que as chances (e o interesse?) de voltar ao lado leste de Creta são menores.
Apesar das poucas informações disponíveis, consegui escalar em três diferentes setores. Escalei pouco em cada um deles, mas foram escaladas bem diferentes das que vinha fazendo aqui em Chaniá, inclusive com um tipo diferente de rocha num setor e uma caminhada de aproximação em outro!
Leiam as próximas três publicações (em doses homeopáticas) para saber mais!
Apesar das poucas informações disponíveis, consegui escalar em três diferentes setores. Escalei pouco em cada um deles, mas foram escaladas bem diferentes das que vinha fazendo aqui em Chaniá, inclusive com um tipo diferente de rocha num setor e uma caminhada de aproximação em outro!
Leiam as próximas três publicações (em doses homeopáticas) para saber mais!
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Uma perspectiva diferente
Na chegada tentei escalar a via A Preta, como "prometido" na publicação anterior, mas sem magnésio, primeira chapeleta alta e sol batendo ficou meio arriscado. Desisti e resolvi escalar a Zestáma e a Mi-nus, uma guiando e a outra em top-rope. Já falei destas vias antes, então não vou me estender aqui.
Link para o álbum desta publicação: Uma perspectiva diferente
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