quarta-feira, 28 de abril de 2010

Via 42

O final de semana passado foi de descanso e assim serão os próximos, por conta de um lesão de origem obscura no dedo sobre a qual posso vir a falar em uma próxima publicação. Por outro lado, os sábados dos dois finais de semanas anteriores ao que passou foram de bastante escalada.

O evento mais notório do primeiro sábado foi ter finalmente resolvido a via 42, Agelatos Petra (VIIb) em top-rope. A verdade é que não encadenei, mas achei todos os movimentos e depois de concluí-la, o Manólis que estava na segurança sugeriu "Já podes guiar na próxima!!?!?". Assim foi. No sábado seguinte fui escalar com o Giorgos, e com o Spyros. Também compareceram a Vassoúla e o Dimitris (que eu não conhecia).

Depois de aquecer em algumas vias resolvi encarar a via 42 guiando. Apesar de não ter encadenado nem em top-rope, achei que era melhor guiar de uma vez. Antes de começar visualizei rapidamente em que pontos costuraria já que nunca tinha pensado a respeito nesta via. Até a terceira chapeleta fui com uma fluidez que nunca tinha atingido em top-rope. O fato de estar guiando provavelmente resultou numa concentração maior, cheguei a usar micro agarras de pé que em top-rope não usara. Infelizmente na saída do crux cometi um erro no posicionamento do pé direito e não consegui chegar num agarrão. Ao invés de desescalar um pouco, corrigir o pé e tentar de novo, fiquei tentando "desesperadamente" do mesmo ponto, até que me esgotei e tive que ficar na corda. Descansei um pouco e passei o lance sem titubear.

Assim que retomar a escalada, voltarei a tentar a via para ver se encadeno. Sem fotos desta vez.

sábado, 3 de abril de 2010

Monte Várdia

Semana passada escalei sábado e domingo, fiz várias vias e várias pessoas apareceram em ambos os dias. O mais legal foi que escalei as vias 42 - Agelastos Petra VIIb e Anarixous Fanatikous VIIb em top-rope. Não encadenei, mas apesar de escalá-las ocasionalmente tive um progresso em relação às tentivas anteriores, e acho que tenho todos os movimentos. Fotografei apenas o pôr do sol neste dia.

A sexta-feira santa não foi tão generosa com a disponibilidade de parceiros e acabei indo sozinho para o Monte Várdia. Fiz algumas travessias horizontais perto do chão só para brincar. Depois de cerca de meia hora o Manólis me ligou e chegaria em aproximadamente uma hora.

Resolvi ir ao topo da falésia e armar um top-rope na via 16 - Gonia Ton Angelon VIsup, e desci ela de rapel colocando proteções para fazer ela em móvel (com as peças já colocadas). Usei uma fita, quatro nuts, e dois friends. Os nuts ficaram aos "pares" só por garantia. A última proteção antes da parada exigia um friend grande que tinha deixado pois achei que não precisaria. Bom, pelo menos a última proteção antes da parada coloquei guiando... Fiquei sem fotos da escalda por quê o Manólis não conseguiu operar a máquina, talvez porque seja muito antiga, hehe. Fiz fotos só da via com as proteções.

O plano é ir para Ágio Fárago amanhã à tarde e ficar até segunda-feira depois do almoço. Acho que não vou com meu carro, mas se for terei cuidado de pôr num lugar sem atrativos para os bodes não subirem em cima.

Link para o álbum desta publicação: Monte Várdia

domingo, 21 de março de 2010

Sábado em Thérisso

Neste sábado fui a Thérisso com o Kostas, com o Manólis e com a Eléni. Cheguei antes dos demais, e logo em seguida o Manólis. Logo começamos a escalar e comecei guiando uma via de VI grau (talvez VIsup) que abandonei no crux a última vez que estive lá. Guiei até o final desta vez, sem encadenar. A via tem 30 m de comprimento e é razoavelmente bem protegida. Como só escalo via curta no Monte Várdia, senti um pouco de cansaço antes do crux que fica na segunda metade da via, e mais o nervoso que deu tive que fazer algumas tentativas.

Depois escalei em Top-rope a Taboula Rasa, que o Kostas tinha guiado. Esta via é mais difícil que a anterior, um pouco mais longa e com proteções um pouco mais distantes. Cheguei no final bem cansado e não tenho condições de encarar guiando a três seções de negativo que a via tem. Descansamos um pouco e fui guiar a Fanatic que é um pouco mais difícil, bem técnica e vertical. Já tinha guiado ela uma vez sem encadenar e de novo não encadenei.

Apesar do lugar ser um pouco desconfortável por causa da estrada, as vias são legais e seria bom ir com mais frequência para ganhar um pouco de preparo físico e técnica em negativos.

Quando chegamos o Vassílis e o Michális estava abrindo uma via e logo em seguida foram embora. O Vangélis me disse dia desses que Clube de Montanha de Chaniá deu 3000,00 euros para comprar de proteções para abrir novas vias!!!!

Álbum desta publicação:  Sábado em Thérisso (As fotos foram tiradas com minha super máquina fotográfica de 2 mp!)

domingo, 14 de março de 2010

Folga do Kostas

Final de semana passado ainda voltei ao Monte Várdia no domingo, e escalei com o Kostas, com o Manólis e com outro Kostas. Não estava muito emtusiasmado e só escalei em top-rope as vias 35 (VI) e 36 (VI).

Este final de semana combinei cedo com o Vangélis de ir à tarde para o Monte Várdia. Mais tarde um pouco conversei com o Kostas que tinha combinado com o Manólis de irem a Thérisso. Até fiquei com vontade de ir, mas como já tinha combinado com o Vangélis, não mudei os planos e aproveitei para tirar uma folga do Kostas.

O tempo estava excelente para escalar e escalamos as vias 28 (V), 34 (VI), 35 (VI) e 38 (Vsup).

Pré-combinamos de ir para Kalipso hoje, mas a previsão de chuva se confirmou e estou em casa lavando roupa.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Fotos passadas

Faz algumas semanas recebi (finalmente) algumas fotos do dia em que escalei com o Michalis Maroulakis e também um CD com fotos da escalada que fiz com o Kostas em Stavrós. Como tinha prometido estas fotos nas respectivas publicações, estou cumprindo a promessa agora e publicando num novo álbum. De lambuja também fotos do dia em que o Kostas e o Giorgos foram a Stavrós e escalaram até o mesmo ponto que o Kostas, algumas outras fotos no Monte Várdia e fotos da ida do grupo de Canyoning e Espeleologia a uma caverna nos arredores de Stavrós. Nada de especial nas fotos, mas só para sanar a dívida.

Link para o álbum desta publicação: Fotos passadas

domingo, 7 de março de 2010

Vias novas no Monte

Na tarde de ontem fui ao Monte Várdia com o Kostas e logo em seguida chegaram também o Giorgos e o Manolis. Escalei a Zéstama (IVsup) e a Mi-nous (Vsup) para aquecer. Fazia tempo que não escalava estas duas vias e foi interessante pois não escalei no modo automático e tive um pouco de trabalho na Mi-nous.

A grande novidade deste sábado foi que a via 34, a Spasmena (VI) foi chapeletada e agora pode ser guiada. Os trabalhos ocorreram na última segunda-feira e o Kostas presenciou a obra e teve a honra de ser o primeiro a guiar depois de pronta. Como o nome da via sugere (Spasmena == quebrada), a via está num parte da pedra que está quebrada. Por questões de segurança eles derrubaram um bloco que dificultou um pouco o primeiro crux da via, mas o crux mesmo continua sendo o final, que por sinal é bem técnico e muito agradável de escalar. Já tinha escalado ela em top-rope faz algumas semanas e guiei sem problemas via e a grampeação ficou legal, mas acho que dava de ter colocado uma chapeleta a menos. A terceira chapeleta ficou esquisita, pois para fugir do quebrado ela ficou bem para a esquerda, quase que entre a segunda e terceira chapeletas via dia 35, a Triferotites (VI).

Antes mesmo de escalar a Spasmena, fui ao topo das vias para armar uma ancoragem entre as vias 38 (Mi-nous) e 39 (Kavala), numa parte da parede que curiosamente tem espaço para duas vias que não existem. Já namorava esta parte da parede faz tempo, desde as primeiras idas ao Monte Várdia e desta vez achei que valia testá-las. Usei alças de pedra num bloco imenso no topo para montar uma aconragem com quatro pontos usando fitas e depois usei um cordelete para equalizar. A ancoragem acabou ficando um pouco curta, mas como não tinha nenhuma quina ou algo perigoso deixei assim mesmo. Acabou que deu um pouco de arrasto no top rope. As duas potenciais vias são bem legais e acho que seriam de IVsup à esquerda e de Vsup à direita. O Kostas e o Giorgos também escalaram e gostaram.

A da esquerda é bem tranquila e o crux é dominar um platozinho abaulado. A da direita é um pouco mais difícil com bastante agarrinhas e pés. Tem um platô tranquilo de dominar e a saída dele também é tranquila. Depois disso as agarras diminuem e é necessário um pouco de equilíbrio e aderência, que é difícil pois a pedra está bem "suja" na parte alta.

Agora vou sondar os caciques locais para ver se não há nenhuma oposição. A via da direita é tranquila de grampear, a da esquerda precisa de um pouco de cuidado por causa do boulder onde está a via 39 que pode ser atingido no caso de uma queda se as chapeletas não forem bem posicionadas e talvez até mais próximas do que o que seria normalmente necessário.

Link para o álbum desta publicação: Vias novas no Monte

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ventania

A ventania de ontem não deu trégua e baixou consideravelmente a temperatura. Bem agasalhados fomos para o Monte Várdia Kostas, Vangélis, Manólis e eu. Não via o Vangélis desde a entrega dos certificados do curso de montanha, ocasião em que não tive a oportunidade de conversar com ele.

Escalamos a Louki Look (V), a Mávri (VI) e a Gonia ton angelon (VIsup), esta última em top-rope (falei dela e tem fotos aqui). Subi o "boulder" Troll (tem um vídeo de um minuto e meio aqui) de tênis e com o saco de corda nas costas (com a corda dentro), fitas a tira-colo e mosquetões na cadeirinha. No topo da Gonia ton angelon tem duas chapeletas, uma com um maillon e outra com uma anilha de aço. Fazia muito tempo que não montava uma ancoragem e o vento estava destruidor. Desci de rapel, algo que não fazia acho que desde que fui a Stavrós com o Kostas (aqui).

Esta via, Gonia ton angelon, tem o começo bem interessante, mas também exposto para quem quiser fazer guiando (em móvel). Hoje enquanto escalava tentei ficar de olho em que momento faria colocações e por a primeira proteção não é fácil e por enquanto não encaro. Hoje me sai bem na via, mas cai depois do crux e não sei bem por quê.

Apareçam por lá dois búlgaros, relativamente jovens, um aparentemente com alguma experiência e o outro novato. Não interagimos muito mas eles escalaram a Dulfer, onde estávamos e o guia segurou todas as costuras para subir. Não sei o quão experiente ele é, mas entrou sem saber grau nem nada. A corda deles era assustadora, nitidamente velha e cortada com a ponta se desfiando. Jogaram ela em cima da merda de ovelha e pisavam como se fosse tapete. Eles foram simpáticos, mas achei eles meio esquisitos.

Boa semana!