Tenho diversos livros técnicos de escalada, de conceitos básicos, rapel, ancoragem, auto-resgate... e de tempos em tempos releio os livros ou partes deles para ter certeza que não estou esquecendo de nada e para relembrar técnicas que são pouco utilizadas no dia-a-dia.
Agora estou lendo um que comprei anos atrás, mas que até então não tinha lido: CLIMBING: From Gym to Crag (link para a Amazon). Em termos de editoração, material, e qualidade das fotografias ilustrativas este livro supera qualquer outro da How to Climb Series.
A razão pelo qual estou relatando isto está relacionado com o seguinte parágrafo que escrevi na publicação anterior Eu reclamo, mas eu volto:
"O guia de escaladas falhou mais uma vez em não indicar um acesso apropriado às vias de escalada. Depois de dar uma circulada pela base do morro, optamos por um trecho que exige um solinho vertical e exposto mas tranquilo que foi superado sem muitas dificuldades por mim e pela Anamaria. O trajeto restante é por cima de pedras "abandonadas" muito parecido com a base das vias de cima na Pedreira do Ribeirão. Devido as pedras soltas, fizemos a ascensão com o uso de capacete."
Fora o fato de que o livro sugere que um guia serve para planejar a escalada com segurança, o que não acontece com o guia daqui para Kalathás, por exemplo, ele escreve o seguinte a respeito de segurança em terrenos potencialmente perigosos:
"Be a prudent climber, stay alert on even the most benign terrain, and be quick to take precautions: Detour around the slab, pick a better line through the talus, put your helmet on before reaching the cliff (you have to carry it anyway, so you might as well carry it on your head".
Reler material técnico de tempos em tempos também é bom para lembrarmos de situações pelas quais passamos e refletir se agimos corretamente.
Pequenos comentários sobre minhas pequenas aventuras na ilha de Creta e, quem sabe, em outros lugares.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Eu reclamo, mas eu volto
Apesar das minhas reclamações seguidas sobre as condições do setor de escalada em Kalathás, voltamos lá mais uma vez neste final de semana.
A diferença desta vez foi que resolvi "explorar" o setor onde estão as duas vias chapeletadas acima da antiga pedreira. A antiga pedreira deve ter entre 30 e 40 metros, é mais alta que a Pedreira do Abraão em Florianópolis. Não acredito que seja possível escalar por ali no curto prazo, o resultado da escavação é uma parede esfarelenta e aparentemente frágil. (fotos da pedreira e deste setor podem ser vistas neste álbum: De volta à Kalathás).
O guia de escaladas falhou mais uma vez em não indicar um acesso apropriado às vias de escalada. Depois de dar uma circulada pela base do morro, optamos por um trecho que exige um solinho vertical e exposto mas tranquilo que foi superado sem muitas dificuldades por mim e pela Anamaria. O trajeto restante é por cima de pedras "abandonadas" muito parecido com a base das vias de cima na Pedreira do Ribeirão. Devido as pedras soltas, fizemos a ascensão com o uso de capacete.
Quando chegamos na base da pedra, com cerca de 8 a 10 metros, à primeira vista parecia não haver chapeletas. Acabei achando as chapeletas minúsculas e cheguei a pensar que o Bito Meyer tivesse exportado suas chapeletas para cá. Quando subi vi que não eram do Bito, mas da Mammut! Me preparei para encarar o V+, já que a outra via é um VII- com um início todo em negativo. Fui bem, mas tanto tempo sem guiar me deixou um pouco nervoso e parei para descansar e dar um alívio para as mãos. Apesar do tipo de pedra, as agarras aqui espetam muito, tipo a pegada acima do tetinho da Orquídea no Morro da Cruz, e minha pele da mão ainda está bastante fina. Além das três chapeletas protegi a parte final com uma laçada de fita em volta de uma alça de pedra.
Cheguei no topo da via (como alguém que ultrapassa a parada da Leviatã), fiquei em pé e comecei a fuçar o mato para ver se achava grampo ou algo similar escondido para que eu pudesse descer. Fui ver a parada da outra via e o estado era lastimável. Mesmo assim precisava descer por ali para limpar a via. Quando estava decidido a descer desescalando finalmente vi um cabo de aço amarrado num pedrão logo atrás de mim.
Comecei a preparar uma ancoragem usando o cabo de aço e um friend para fazer top-rope em duas outras vias, mas como tenho poucas fitas acabei desistindo. Rapelei, limpei a via e escalei ela de novo, desta vez encadenando e usando só as chapeletas como proteção.
No álbum de fotos, uma foto minha durante o rapel dá uma idéia da distância entre as chapeletas, que como já falei, não difere dos setores esportivos em Florianópolis.
Enfrentamos o solinho de novo na descida, como sempre um pouco mais difícil, e depois fomos para a praia dar um mergulho!
O guia de escaladas falhou mais uma vez em não indicar um acesso apropriado às vias de escalada. Depois de dar uma circulada pela base do morro, optamos por um trecho que exige um solinho vertical e exposto mas tranquilo que foi superado sem muitas dificuldades por mim e pela Anamaria. O trajeto restante é por cima de pedras "abandonadas" muito parecido com a base das vias de cima na Pedreira do Ribeirão. Devido as pedras soltas, fizemos a ascensão com o uso de capacete.
Quando chegamos na base da pedra, com cerca de 8 a 10 metros, à primeira vista parecia não haver chapeletas. Acabei achando as chapeletas minúsculas e cheguei a pensar que o Bito Meyer tivesse exportado suas chapeletas para cá. Quando subi vi que não eram do Bito, mas da Mammut! Me preparei para encarar o V+, já que a outra via é um VII- com um início todo em negativo. Fui bem, mas tanto tempo sem guiar me deixou um pouco nervoso e parei para descansar e dar um alívio para as mãos. Apesar do tipo de pedra, as agarras aqui espetam muito, tipo a pegada acima do tetinho da Orquídea no Morro da Cruz, e minha pele da mão ainda está bastante fina. Além das três chapeletas protegi a parte final com uma laçada de fita em volta de uma alça de pedra.
Comecei a preparar uma ancoragem usando o cabo de aço e um friend para fazer top-rope em duas outras vias, mas como tenho poucas fitas acabei desistindo. Rapelei, limpei a via e escalei ela de novo, desta vez encadenando e usando só as chapeletas como proteção.
No álbum de fotos, uma foto minha durante o rapel dá uma idéia da distância entre as chapeletas, que como já falei, não difere dos setores esportivos em Florianópolis.
Enfrentamos o solinho de novo na descida, como sempre um pouco mais difícil, e depois fomos para a praia dar um mergulho!
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Curso de Escalada em Rocha
Foto de um pôster que está espalhado em alguns pontos da cidade, divulgando um curso de escalada. Vi um no mesmo estilo durante o inverno para escalada no gelo (cascata). Se encontrar um no próximo inverno, fotografarei. Abaixo da foto a tradução (minha) do conteúdo. Impressionante o número de dias do curso. Só não sei a carga horária.
O curso inclui aulas teóricas e práticas de escalada.
Destinado a pessoas saudáveis com mais de 18 anos, independente de terem ou não experiência anterior com escalada.
Início 20 de junho encerramento 13 de julho de 2008. Duração total de 12 dias.
Para obter informações de participação...
Início 20 de junho encerramento 13 de julho de 2008. Duração total de 12 dias.
Para obter informações de participação...
Vou ficar fortinho
Depois que cheguei aqui tentei correr diariamente para continuar fazendo uma atividade física, mas não consegui. Trânsito terrível, calçadas em péssimo estado e o inverno que logo chegou contribuíram para que eu não conseguisse.
Em janeiro comecei a praticar Aikidô na tentativa de fazer algo menos chato que academia. Frequentei por três meses mas a monotonia das aulas e o pouco trabalho físico me fizeram desistir. Passado o mês turbulento de abril/maio quando recebemos visitas e também fizemos uma viagem a Atenas, comecei a frequentar a mesma academia que a Anamaria frequenta, do lado de casa, a Planet Fitness.
Comecei na segunda-feira, dia 09 de junho correndo um pouco na esteira e levantando um pouco de peso. No final de semana seguinte já senti os benefícios da atividade física durante a semana. Vocês podem achar que estou exagerando, mas fui escalar no sábado e me senti muito mais confortável.
Não farei um treino para escalada, farei exercícios visando a saúde, até mesmo por quê treinamento para escalada com pesos é um assunto controverso e não é qualquer um que sabe como prepará-lo. De qualquer maneira ficarei com melhor preparo aeróbico e muscular para enfrentar as escaladas de final de semana.
Comecei na segunda-feira, dia 09 de junho correndo um pouco na esteira e levantando um pouco de peso. No final de semana seguinte já senti os benefícios da atividade física durante a semana. Vocês podem achar que estou exagerando, mas fui escalar no sábado e me senti muito mais confortável.
Não farei um treino para escalada, farei exercícios visando a saúde, até mesmo por quê treinamento para escalada com pesos é um assunto controverso e não é qualquer um que sabe como prepará-lo. De qualquer maneira ficarei com melhor preparo aeróbico e muscular para enfrentar as escaladas de final de semana.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Bomba relógio
Quando o Parque Aventuras, onde se encontra a pedreira do Abraão em Florianópolis, atingiu seu ápice, não era difícil ver pessoas fazerem todo tipo de cagada na parede de escalada, principalmente rapeleiros. Gente sem equipamento adequado, "cuba libre" entre uma descida e outra, nós errados e etc. Era um verdadeiro show de horrores. O tempo passou, a pedreira foi abandonada pela prefeitura e (in)felizmente o show de horrores acabou.
Por quê me lembrei disso? Quem leu minha publicação anterior sabe que tive o prazer de encontrar um simpático casal de escaladores poloneses em minha última escalada. Quando cheguei eles estavam terminando de armar um top-rope aqui. As proteções para armar ancoragens ficam longe e se olharem esta foto aqui verão que a corda vem de longe e passa arrastando em duas ou três arestas (não dá de ver tudo na foto).
Quando subi para armar o meu top-rope levei um susto e pude ver a bomba relógio que eles montaram. A foto/desenho abaixo ilustra mais ou menos o que eu vi, complementada pela descrição que segue. Pena que não subi com a máquina fotográfica.
Uma fita tubular (em laranja) foi atada com um nó boca de lobo à uma das chapeletas. Um cordelete (em vermelho), talvez com 6 mm, foi utilizado para fazer um "famigerado" triângulo amaericano unindo a outra chapeleta e um bico de pedra. O cordelete e a fita estavam equalizados para a direção da escalada e unidos por dois mosquetões de rosca (em preto) colocados exatamente na mesmo posição (ao invés de estarem opostos e em oposição, apesar da rosca). Não notei se os mosquetões estavam rosqueados ou não, mas acho que sim. Na figura fica difícil de mostrar, mas os dois mosquetões estavam perpendiculares à pedra, com os gatilhos para baixo sendo pressionados contra ela (numa quina). A corda (em rosa) passa pelos mosquetões e depois arrasta em pedras e quinas. Note também que a direção das chapeletas não favorece esta ancoragem.
Ou talvez eu que esteja precisando fazer um curso de escalada de novo...
Por quê me lembrei disso? Quem leu minha publicação anterior sabe que tive o prazer de encontrar um simpático casal de escaladores poloneses em minha última escalada. Quando cheguei eles estavam terminando de armar um top-rope aqui. As proteções para armar ancoragens ficam longe e se olharem esta foto aqui verão que a corda vem de longe e passa arrastando em duas ou três arestas (não dá de ver tudo na foto).
Quando subi para armar o meu top-rope levei um susto e pude ver a bomba relógio que eles montaram. A foto/desenho abaixo ilustra mais ou menos o que eu vi, complementada pela descrição que segue. Pena que não subi com a máquina fotográfica.
Uma fita tubular (em laranja) foi atada com um nó boca de lobo à uma das chapeletas. Um cordelete (em vermelho), talvez com 6 mm, foi utilizado para fazer um "famigerado" triângulo amaericano unindo a outra chapeleta e um bico de pedra. O cordelete e a fita estavam equalizados para a direção da escalada e unidos por dois mosquetões de rosca (em preto) colocados exatamente na mesmo posição (ao invés de estarem opostos e em oposição, apesar da rosca). Não notei se os mosquetões estavam rosqueados ou não, mas acho que sim. Na figura fica difícil de mostrar, mas os dois mosquetões estavam perpendiculares à pedra, com os gatilhos para baixo sendo pressionados contra ela (numa quina). A corda (em rosa) passa pelos mosquetões e depois arrasta em pedras e quinas. Note também que a direção das chapeletas não favorece esta ancoragem.
Ou talvez eu que esteja precisando fazer um curso de escalada de novo...
segunda-feira, 16 de junho de 2008
De volta a Kalathás
Queridos amigos, fui mais duas vezes a Kalathás. Recomendo visitarem o álbum de fotos que mostram melhor o setor. As descrições nas fotos serão mais completas que esta publicação. Os dois dias estavam bonitos e no primeiro, demos uma passada na praia para fazer fotos.No primeiro dia escalei 4 vias de V+ (UIAA) em top-rope, todas a partir da mesma ancoragem. Em uma delas tomei minha "primeira queda" na Grécia. Uma escorregadinha (vaciladinha) na pedra lisa logo no começo de uma das vias. No segundo dia, escalei uma via de VI- e uma de VI+. Neste dia também encontramos um casal de poloneses escalando. Jovens, muito simpáticos e em forma! Mandaram um VIII+. Serviram de inspiração para uma próxima publicação que irei chamar de "bomba relógio".
Consegui ver proteções para as vias mais da direita da falésia, mas não parece haver outra maneira de chegar a elas senão solando. Vejam as fotos!
sábado, 14 de junho de 2008
Não sei nada da ética local
Algumas publicações atrás (aqui) o Sr. Cristiano perguntou sobre a ética local ao ver a foto de uma via em Plakiás com chapeletas ao lado de uma fenda. Naquele caso específico, tenho a impressão de que a fenda não é apropriada para proteger em móvel, mas teria que olhar melhor.
Aqui na região de Chaniá parece que a maioria das vias foram abertas por escaladores locais, enquanto em outros locais não tenho certeza. Num setor ao sul de Heráklio, mais a leste, onde ainda não fui, diversas vias foram abertas por um casal de escaladores estrangeiros erradicados na região. Por isso fica difícil avaliar a ética local, até mesmo porque nunca falei com ninguém daqui sobre isso e portanto não sei nada da ética local.
Aqui em Chaniá parece que não saem batendo chapeletas em qualquer lugar. Exemplos claros são as diversas vias no setor do Monte Várdia (ver aqui também) que foram deixadas para escalada solo e que muito bem poderiam ter sido protegidas pelo menos para top-rope.
Vejo iniciativa semelhante em Kalathás onde, entre dezenas de vias, apenas duas foram chapeletadas, e pelo pouco número de paradas para top-rope para um número relativamente grande de vias. Todavia, como vocês verão na próxima publicação, as chapeletas são mal colocadas e estão acumuladas no mesmo lugar (3 ou 4 onde bastariam 2).
O grande número de escaladas em móvel, como em Stavrós (a maioria 100% em móvel), em Ágios Gígilos (não fui ainda), e em Thérisso são mais um indicativo de que a turma daqui não põe chapa em qualquer lugar. Porém, em Thérisso há uma via em fenda que é chapeletada. Não vi a via, mas pelas fotos tem cara de que pode ser escalada em móvel.
Além disso, nas poucas vias que guiei a quantidade/distância de chapas não difere em nada de qualquer setor esportivo que tenha frequentado no Brasil.
O mais esquisito por aqui é o hábito de pintar setas e números nas vias. Em Kalathás há também setas em algumas pedras que não aparecem no guia. Estas pinturas não estão em todos os lugares. Não vi isto em Plakiás, Santorini ou nas vias que vi em Thérisso. Por outro lado, em Kalymnos (ainda não fui), o paraíso da escalada esportiva na Grécia, onde a escalada é o principal atrativo do turismo e explorada pela prefeitura, as regras no próprio site da prefeitura dizem para os escaladores que abrirem novas vias pintarem (discretamente) o nome da via na base dela...
Por fim, no Monte Várdia e principalmente em Kalathás a concentração de vias "pintadas" e indicadas no guia é relativamente alta em certas partes da parede. Na minha última escalada em Kalathás (ver próxima publicação) escalei quatro vias lado a lado, de um total de 6 ou 7 vias. Tranquilamente, caso fossem chapeletadas, não poderiam ser mais do que 3 vias. Enquanto escalava nunca tinha certeza em qual via estava e sempre usava agarras de uma na outra, uma hora com os membros da esquerda, outra com os membros da direita.
Por enquanto é isso. A medida que souber mais coisas publicarei aqui no blog. Obrigado aos leitores que deixam comentários, a curiosidade dos amigos também desperta minha curiosidade e farei o possível para respondê-los!
Aqui na região de Chaniá parece que a maioria das vias foram abertas por escaladores locais, enquanto em outros locais não tenho certeza. Num setor ao sul de Heráklio, mais a leste, onde ainda não fui, diversas vias foram abertas por um casal de escaladores estrangeiros erradicados na região. Por isso fica difícil avaliar a ética local, até mesmo porque nunca falei com ninguém daqui sobre isso e portanto não sei nada da ética local.
Aqui em Chaniá parece que não saem batendo chapeletas em qualquer lugar. Exemplos claros são as diversas vias no setor do Monte Várdia (ver aqui também) que foram deixadas para escalada solo e que muito bem poderiam ter sido protegidas pelo menos para top-rope.
Vejo iniciativa semelhante em Kalathás onde, entre dezenas de vias, apenas duas foram chapeletadas, e pelo pouco número de paradas para top-rope para um número relativamente grande de vias. Todavia, como vocês verão na próxima publicação, as chapeletas são mal colocadas e estão acumuladas no mesmo lugar (3 ou 4 onde bastariam 2).
O grande número de escaladas em móvel, como em Stavrós (a maioria 100% em móvel), em Ágios Gígilos (não fui ainda), e em Thérisso são mais um indicativo de que a turma daqui não põe chapa em qualquer lugar. Porém, em Thérisso há uma via em fenda que é chapeletada. Não vi a via, mas pelas fotos tem cara de que pode ser escalada em móvel.
Além disso, nas poucas vias que guiei a quantidade/distância de chapas não difere em nada de qualquer setor esportivo que tenha frequentado no Brasil.
O mais esquisito por aqui é o hábito de pintar setas e números nas vias. Em Kalathás há também setas em algumas pedras que não aparecem no guia. Estas pinturas não estão em todos os lugares. Não vi isto em Plakiás, Santorini ou nas vias que vi em Thérisso. Por outro lado, em Kalymnos (ainda não fui), o paraíso da escalada esportiva na Grécia, onde a escalada é o principal atrativo do turismo e explorada pela prefeitura, as regras no próprio site da prefeitura dizem para os escaladores que abrirem novas vias pintarem (discretamente) o nome da via na base dela...
Por fim, no Monte Várdia e principalmente em Kalathás a concentração de vias "pintadas" e indicadas no guia é relativamente alta em certas partes da parede. Na minha última escalada em Kalathás (ver próxima publicação) escalei quatro vias lado a lado, de um total de 6 ou 7 vias. Tranquilamente, caso fossem chapeletadas, não poderiam ser mais do que 3 vias. Enquanto escalava nunca tinha certeza em qual via estava e sempre usava agarras de uma na outra, uma hora com os membros da esquerda, outra com os membros da direita.
Por enquanto é isso. A medida que souber mais coisas publicarei aqui no blog. Obrigado aos leitores que deixam comentários, a curiosidade dos amigos também desperta minha curiosidade e farei o possível para respondê-los!
Assinar:
Postagens (Atom)